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Inflação medida pelo IPC-Fipe no ano é de 8,18%

Por Agencia Estado
Atualização:

Mais da metade da inflação ao consumidor acumulada em 2003 no município de São Paulo ? que foi de 8,18% - veio de reajustes dos preços administrados, as tarifas dos serviços públicos e combustíveis, afirmou hoje o coordenador do IPC-Fipe, Paulo Picchetti. "Foram aumentos expressivos nesta área ao longo do ano. E nesses casos não há como o consumidor escapar dos aumentos e optar por preços mais baratos ", explicou Picchetti. Clique aqui para ler os números do IPC-Fipe referentes ao mês de dezembro de 2003. Previsões para 2004 Questionado se 2004 registraria semelhante impacto dos preços administrados sobre a inflação ao consumidor, o coordenador da Fipe respondeu que é praticamente impossível fazer essa avaliação, uma vez que existem indefinições de natureza jurídica e regulatória em setores chaves nas tarifas públicas, especialmente nos reajustes das tarifas de telecomunicações (a briga judicial do índice de reajuste que, vale lembrar, ainda não foi resolvida) e de energia elétrica. "São incógnitas que envolvem decisões políticas e jurídicas", lembrou o coordenador. Ele também lembrou que há incertezas sobre o tamanho dos reajustes nos preços administrados em âmbito municipal em 2004, uma vez que as eleições que ocorrem em outubro tendem a motivar adiamentos ou mesmo antecipações desses reajustes, por exemplo, dos transportes públicos. Janeiro de 2004 A variação dos reajustes de preços ao consumidor na cidade de São Paulo parte de um "piso" de 0,4%, estimou Paulo Picchetti. De acordo com ele, essa estimativa leva em consideração a contribuição dos aumentos dos pedágios nas rodovias estaduais, do reajuste do IPVA, da alta dos cigarros e dos reajustes das matrículas escolares, além de uma possível contribuição nas contas de energia elétrica por conta do seguro-apagão. Segundo o coordenador da Fipe, apesar da disparidadade entre os diferentes bairros paulistas, os primeiros dados coletados neste mês indicam um reajuste médio em torno de 10% para as matrículas escolares em janeiro na capital paulista. Em janeiro de 2003, o IPC-Fipe ficou em 2,19%. Projeção A Fipe também manteve inalterada entre 5,5% e 6% a sua projeção para o IPC de 2004, um ano que deverá ser caracterizado, na opinião de Picchetti pela ausência de pressões da demanda interna e de choques de oferta externos, por exemplo nos setores de petróleo ou de insumos para a agricultura. "Este é um número de estabilidade", afirmou ele, lembrando que os índices de preços ao consumidor, incluindo o IPCA, devem já neste primeiro semestre correr abaixo da meta oficial de 5,5% para o IPCA. "É algo que não acontece desde a implentação do regime de metas inflacionário no País em 1999."

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