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Investidores tiram dólares dos emergentes, diz ONU

Por GENEBRA
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Em um sinal do contágio da crise, bancos e investidores já retiram bilhões de dólares dos mercados emergentes e do Brasil, na esperança de criar uma proteção para a turbulência nos mercados internacionais. Os dados são da ONU, que alerta que a movimentação pode colocar forte pressão sobre o real em 2012.O fluxo de capital aos mercados emergentes foi uma das características dos meses que se seguiram à crise de 2008. Em 2010, o volume de investimento de curto prazo chegou a US$ 46,8 bilhões nos emergentes. Um quinto foi para a América Latina e principalmente para o Brasil. A taxa de juros mais alta na região, em comparação com juros quase negativos nos países ricos, aumentou a entrada de recursos, fazendo o real e outras moedas se valorizarem. Mas o fluxo de capital de curto prazo e empréstimos já começaram a desabar, semelhante ao registrado desde setembro quando a crise europeia ganhou nova dimensão. O ano terminou com uma entrada de capital 35% inferior a 2010. Além da queda no volume de chegada de dinheiro, os mercados emergentes viram uma fuga de US$ 76,4 bilhões em 2011, diante de investidores em busca de ativos mais seguros. Para 2012, a fuga será ainda maior, chegando a US$ 84 bilhões.Na América Latina, a expansão de US$ 10,7 bilhões em capital, em 2010, foi revertida em 2011 para uma fuga líquida de US$ 3,8 bilhões. A partir de setembro, investidores venderam ações e o capital migrou para ativos mais seguros. Em 2012, entre o que entrará e o que deixará o continente, a região terá um saldo negativo de US$ 1 bilhão. / J.C.

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