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Itaú tem lucro recorrente de R$ 9 bilhões no 3º trimestre, alta de 11,9% em um ano

Segundo o banco, houve avanço nas receitas, acompanhado de uma melhor qualidade de crédito; lucro recorrente exclui impacto negativo de venda do Itaú Argentina

Foto do author Matheus Piovesana
Por Matheus Piovesana (Broadcast)
Atualização:

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 9,040 bilhões no terceiro trimestre de 2023, resultado 11,9% maior que o do mesmo período do ano passado. Em relação ao segundo trimestre deste ano, o lucro do maior banco da América Latina cresceu 3,4%, de acordo com balanço publicado nesta segunda-feira, 6.

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O Itaú afirma que houve um avanço nas receitas, acompanhado de uma melhor qualidade de crédito, com a inadimplência estável em bases trimestrais. O banco tem apresentado um melhor desempenho que os pares do setor privado diante de um perfil de crédito de maior qualidade.

No trimestre, o Itaú reconheceu um impacto negativo de R$ 1,212 bilhão referente à venda do Itaú Argentina, finalizada na semana passada com o pagamento de US$ 50 milhões pelo Macro, instituição do país vizinho que comprou a operação. O lucro recorrente exclui esse impacto do resultado.

No terceiro trimestre, a carteira de crédito do banco cresceu 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 1,163 trilhão, puxada pelo segmento de grandes empresas, que avançou 7,3% no mesmo período. A inadimplência acima de 90 dias subiu 0,2 ponto porcentual no mesmo período, para 3%.

Itaú tem lucro de R$ 9 bilhões no terceiro trimestre Foto: Daniel Teixeira / Estadão

“Nossos números refletem a transformação da nossa cultura e jeito de trabalhar. Nosso e-NPS (employee net promoter score), que avalia a satisfação dos colaboradores, está na máxima histórica”, diz em nota o presidente do Itaú, Milton Maluhy.

Ainda de acordo com ele, em reflexo disso, o banco está no topo de publicações que elegem as melhores companhias para se trabalhar no País. “Estamos mais diversos, ágeis, inovadores e motivados para continuar entregando valor aos nossos clientes e resultados consistentes e sustentáveis.”

O diretor Financeiro do Itaú, Alexsandro Broedel, disse que a rentabilidade do banco foi sustentada pelo crescimento das receitas e da carteira de crédito. “Nossos índices de atraso se mantêm estáveis, o custo do crédito diminuiu e atingimos 39,8% de índice de eficiência nos últimos nove meses, melhor nível da história do Itaú Unibanco”, afirma.

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A margem do banco com clientes, que contabiliza os ganhos gerados pelas operações de crédito, subiu 9,3% em um ano, para R$ 25,559 bilhões, número 2,5% superior ao do segundo trimestre. O Itaú afirma que o maior volume de crédito e a maior quantidade de dias corridos auxiliaram no resultado.

Na tesouraria, ou margem com mercado, o resultado foi de R$ 715 milhões, alta de 38,6% em um ano, mas uma queda de 33,1% em um trimestre. Além de contabilizar as exposições do Itaú ao mercado brasileiro, o que inclui os juros, a tesouraria do banco também inclui a proteção cambial que o banco faz do capital que mantém alocado nas operações na América Latina.

O Itaú encerrou o terceiro trimestre com R$ 2,678 trilhões em ativos totais, ainda segundo o balanço, alta de 10,6% em um ano, e de 3,6% em um trimestre. Houve crescimentos em aplicações interfinanceiras de liquidez e também nas carteiras de títulos de valores mobiliários.

O patrimônio líquido da instituição era de R$ 174,042 bilhões em setembro, número 10,7% maior que um ano antes, e 2,9% superior ao observado em dezembro de 2022. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) do Itaú foi de 21,1%, alta de 0,1 ponto porcentual em um ano, e de 0,2 ponto em um trimestre.

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