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Menos tratamento, mais prevenção e diagnóstico

Consultor americano em saúde diz que os avanços tecnológicos vão mudar a forma como o paciente é tratado

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Por Fabiana Cambricoli
Atualização:

Tirar o foco da doença e colocá-lo na saúde e oferecer um cuidado integrado ao paciente são as chaves para que os sistemas de saúde sejam bem-sucedidos diante das crescentes mudanças demográficas, epidemiológicas e tecnológicas. O diagnóstico foi feito por Greg Caressi, vice-presidente sênior de healthcare da consultoria Frost & Sullivan, uma das maiores do mundo, durante o Summit Saúde Brasil 2016.

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De acordo com o especialista, os avanços na tecnologia vão alterar desde métodos diagnósticos até a forma como o paciente é tratado. Ele deu como exemplos testes já disponíveis no mercado que são capazes de diagnosticar doenças infecciosas em poucos minutos, a um baixo custo e com a possibilidade de envio do resultado por meio de um aplicativo no celular. Essas técnicas, diz ele, podem, além de trazer praticidade para a medicina, revolucionar a assistência à saúde em locais pobres, como a África, onde os atendimentos médicos costumam ter estrutura precária.

“Esse é o tipo de inovação que precisamos. E isso tem de ser apresentado ao médico desde sua formação. Os jovens de hoje, que estão se graduando em medicina, fazem parte de uma geração que já está acostumada com essa conectividade. Temos de aproveitar”, afirmou.

Caressi também destacou que, com o aumento da incidência de doenças crônicas, os pacientes necessitam de um cuidado mais integrado em diversas esferas. “O tratamento das doenças crônicas deverá passar da abordagem fragmentada vista hoje para uma solução mais integrada e focada no consumidor”, declarou.

O vice-presidente da Frost & Sullivan afirmou que ganharão espaço nesse novo modelo o uso e análise de dados e estatísticas para definir ações de saúde e a oferta de tecnologias mais baratas e acessíveis aos consumidores. “Deveremos assistir a um empoderamento dos indivíduos”, disse.

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