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Sicredi faz maior campanha de sua história para expandir marca e chegar a 10 milhões de associados

Rede de cooperativas de crédito escalou os cantores Leo Santana e Ana Castela como garotos propagando da campanha que será veiculada em rede nacional

Foto do author Wesley Gonsalves
Foto do author Lucas Agrela
Por Wesley Gonsalves e Lucas Agrela
Atualização:

A rede de cooperativas de crédito Sicredi se prepara para lançar a sua maior campanha publicitária da história em solo nacional. Com a ação, companhia espera alavancar a marca pelo Brasil profundo e atingir, até 2025, a marca de 10 milhões de associados. Atualmente, o negócio tem 7 milhões de cooperados atendidos por mais de 2,5 mil agências físicas no País.

Criada pelas agências Hoc e Jotacom, a campanha “Não é só dinheiro, é ter com quem contar” marca a estreia dos cantores Ana Castela e Leo Santana como garotos propaganda da rede de cooperativas, cantando o clássico de Tim Maia “Não quero dinheiro”.

Segundo Cristina Duclos, campanha com Leo Santana e Ana Castela é o maior investimento de marketing da história da cooperativa  Foto: Tiago Queiroz/Estadão

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Segundo a diretora de marketing do Sicredi, Cristina Duclos, esta é a maior campanha já produzida pela rede, tanto em veiculação quanto em investimentos. O aporte para viabilizar a nova campanha, no entanto, não foi divulgado. “Nós queremos ser uma ‘lovebrand’ no futuro; para isso, estamos investindo na expansão do Sicredi pelo País”, diz.

A executiva ainda adianta que, dada a “suntuosidade” do investimento, o novo mote da campanha da cooperativa guiará pelos próximos meses a comunicação da marca, com versões focadas em pessoas físicas, jurídicas e, especialmente, ao agronegócio, com veiculações na TV e na internet.

Queremos que mais pessoas entendam a nossa função no País

César Gioda Bochi, diretor presidente do Sicredi

Em busca de associados

O lançamento da campanha publicitária do Sicredi acompanha um movimento de expansão das cooperativas de crédito pelo País, que nos últimos anos conseguiram aumentar a presença física em um momento de retração nos pontos físicos de bancos tradicionais.

Dados do Banco Central sobre o número de agências mostram que, desde 2019, o segmento de cooperativas abriu 2,3 mil agências no País, passando de 6.054 para 8.343 unidades, ao mesmo tempo em que os bancos fecharam 2,7 mil no período, indo de 19.964 para 17.215 endereços. No Sicredi, de janeiro a setembro, foram abertas 148 agências.

O diretor-presidente do Sicredi, César Gioda Bochi, conta que a expectativa é manter o crescimento da marca, dobrando os resultados financeiros da instituição, em média, a cada três anos, além de expandir a presença da cooperativa em mais segmentos econômicos, ampliando os números de clientes pessoa jurídica (PJ), que representam 14% das contas abertas.

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“Hoje nós somos muito fortes no agronegócio, mas queremos atender a todos os tipos de negócios”, diz Bochi. “Queremos que mais pessoas entendam a nossa função no País.”

Para Bochi, campanha marca nova fase da cooperativa, de olho na expansão dos negócios em todo o País Foto: Marcos Suguio/Divulgação Sicredi

Questionado se a Sicredi tem uma meta para a abertura de novas agências nos próximos anos, o executivo afirmou que, em média, o sistema de cooperativas tem fechado cada ano fiscal com cerca de 250 novos pontos físicos, mas que não há um número alvo para as agências.

“Nós não temos uma ambição de crescimento no número de agências, porque esse número será consequência dos nossos resultados. Nós temos ambição de crescer de forma sustentável, por causa do nosso compromisso com os associados”, diz o presidente.

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Para Paulo Schiavon, diretor executivo da FTI Consulting, além das regiões em que o Sicredi já possui densidade, a cooperativa ainda tem potencial para ganhar mercado onde hoje os bancos tradicionais têm maior abrangência. O especialista explica que as cooperativas de crédito possuem uma natureza jurídica muito peculiar, na qual o cliente também é cooperado (associado) da instituição. “Dessa forma, o cliente é beneficiado com o recebimento da distribuição do resultado anual da cooperativa, denominado sobras”, diz.

Na avaliação de Schiavon, o papel da cooperativa na distribuição de crédito ganha uma força extra no momento de juros mais altos e endividamento da população. “Acontece que, justamente nesse cenário, a oferta de crédito é menor, tornando o papel das cooperativas mais relevante”, diz.

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