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Petrobras tem que ter, no mínimo, participação nas grandes refinarias, diz ministro

Alexandre Silveira defende que governo mantenha participação ativa e políticas públicas em setores estratégicos, como elétrico, petróleo e gás

Por Denise Luna (Broadcast)

RIO - Para a Petrobras ser uma empresa perene precisa ser protagonista da transição energética, e para isso criou a diretoria de transição energética pensando no futuro, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nesta quinta-feira, 5, ressaltando que, ao mesmo tempo, a estatal precisa ter participação nas grandes refinarias do Brasil, modernize o parque de processamento de gás e amplie a oferta de gás natural no Brasil.

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“Precisamos voltar a crescer, gerar emprego e renda como forma de construir um País mais justo e igualitário”, afirmou Silveira após participar do seminário Siga Previ, no Rio de Janeiro. “Defendo que setores estratégicos, como elétrico, petróleo e gás, sejam setores que o governo mantenha participação ativa e políticas públicas que conciliam respeito à governança e aos investidores”, completou.

Ele voltou a defender uma maior participação do governo na Eletrobras, e afirmou que o governo tem diálogo permanente com a ex-estatal para tentar resolver a questão, mas não deu detalhes.

Térmicas

Sobre a estiagem que atinge a região Norte, Silveira disse que o combustível estocado para suprir os Estados do Acre e de Rondônia tem previsão de durar 30 dias. Segundo ele, “já há impactos sociais preocupantes” por conta da seca, e o governo tem feito todos os esforços para minimizar a situação.

Refinaria Landulpho Alves (RLAM) em São Francisco do Conde (BA), uma das que foram privatizadas Foto: Juarez Cavalcanti / Petrobras

“Foram anunciados recursos vigorosos para dragagem dos rios Solimões e Madeira, algumas iniciaram hoje e outras mais a frente. É o governo federal voltando a estar próximo dos Estados e municípios”, disse.

Ele explicou que, com a parada da hidrelétrica de Santo Antônio, foi necessário buscar uma via alternativa por meio das térmicas, mas que a hidrelétrica de Jirau está operando porque tem um perfil diferente, apesar de compartilharem o rio Madeira.

“Santo Antonio, pelas características do projeto, é a mais suscetível. Jirau já tem um remanso que garante a segurança, que permite maior capacidade de resiliência à crise hídrica”, disse Silveira.

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Segundo ele, a hidrelétrica de Santo Antônio é a mais suscetível a secas na Região Norte.

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