Como a rede de hotéis Hilton conseguiu dar um salto na pandemia e expandir presença no Brasil

Companhia passou a adotar modelo de franquias e a batizar com seu nome hotéis independentes e redes menores

PUBLICIDADE

Foto do author Fernanda Guimarães
Por Fernanda Guimarães

Em meio à comemoração de seu 200.º hotel na região do Caribe e América Latina - mais um em Cancun, um dos principais destinos do México -, a rede de hotéis Hilton, que possui sete mil unidades globalmente, conseguiu nadar contra a maré e dar um salto na pandemia, momento em que o setor de turismo em todo o mundo lutava contra a quebra. No caso da empresa, o crescimento ocorreu ao identificar a fragilidade de redes menores ou independentes. E assim, o Hilton conseguiu acelerar seu crescimento, por meio de conversão de hotéis para as suas marcas, por meio de franquias.

No Brasil, a rede possui hoje 16 hotéis em operação, sendo seis próprios e o restante no modelo de franquias. Para dar sequência ao seu programa de expansão, já há outros dez hotéis que serão lançados no curto prazo, via franquias ou gestão próprias. Dois abrirão as portas ainda neste ano. Nos últimos cinco anos, segundo o diretor de desenvolvimento da companhia no Brasil, Leonardo Lido, a rede triplicou de tamanho no Brasil. “Essa tem sido uma estratégia que tem se mostrado consistente”, diz o executivo.

Leonardo Lido, diretor do Hilton Hotel, na unidade nas Nações Unidas, em São Paulo: estratégia de conversão de hotéis se mostrou acertada  Foto: Tiago Queiro / ESTADÃO CONTEÚDO

Desde o início de 2020, a companhia abriu oito hotéis no Brasil, dobrando sua posição apenas no período de pandemia. O movimento de expansão se comprovou acertado, à medida que o turismo começou a voltar. Com seus 16 hotéis, a rede é ainda pequena no País. A Accor, líder por aqui, possui 336 hotéis no País, incluindo a marca Íbis, mais popular, às de luxo, como Sofitel.

Nossa estrutura de franquia está muito bem consolidada

Leonardo Lido, diretor de desenvolvimento do Hilton no Brasil

Estratégia

PUBLICIDADE

Lido comenta que desde o início da pandemia muitos proprietários de redes menores, ou mesmo hotéis independentes, estrangulados financeiramente, começaram a buscar solução para o negócio, sendo uma saída possível buscar parcerias. “Nossa estrutura de franquia está muito bem consolidada”, comenta o executivo. Para o Hilton, a remuneração se dá pelo pagamento de royalties e uma participação nas receitas do empreendimento.

Já para o dono do hotel, que decide pelo modelo de franquia, as vantagens, segundo o executivo do Hilton, estão no ganho de sinergias, com a escala do grupo, uso de equipe da rede, marketing, além do uso de uma marca forte e fazer parte de um programa de fidelidade, algo que hoje está na raiz da estratégia de retenção das grandes redes hoteleiras.

Hotéis da marca Hilton não são franquias, mas administrados diretamente pela rede americana. Foto: Tiago Queiroz / ESTADÃO CONTEÚDO

E isso não significa que a rede convertida será padronizada. O olhar será feito caso a caso. Quando a intervenção a ser feita pelo Hilton é pequena e há pouco a se mexer no estilo, por exemplo, o próprio nome do hotel pode ser mantido, mas com o sobrenome ‘by Hilton’.

A rede hoteleira foi criada em 1917 e foi vendida pela família Hilton em 2017 para fundo de private equity (que compra participação em empresas) Blackstone, em um negócio de US$ 26 bilhões.

Publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.