OCDE mantém previsão de crescimento de 1,8% do Brasil em 2024 e vê PIB dos EUA acima do esperado

Projeção para a economia da zona do euro foi puxada para baixo, conduzida principalmente por uma queda na economia alemã

PUBLICIDADE

Por Gabriel Tassi Lara

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) publicou nesta segunda-feira, 5, projeções atualizadas sobre sua expectativa de crescimento para os países do G20. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil não foi alterada e ainda é de 1,8% em 2024 e 2,0% em 2025, tal qual na última estimativa, publicada em novembro de 2023.

PUBLICIDADE

Segundo a análise, os efeitos da política monetária mais restritiva nas maiores economias do mundo devem reduzir o crescimento do PIB global para 2,9% em 2024 e em 3,0% em 2025, porém, a melhora das condições financeiras recentemente fizeram a organização aumentar sua projeção para este ano em 0,20 ponto porcentual.

A OCDE pontuou também que as despesas de famílias americanas e o mercado de trabalho resiliente sustentaram uma elevação na expectativa de crescimento do PIB dos EUA em 0,60 ponto porcentual neste ano. Agora, a economia americana deve crescer 2,1% em 2024 e 1,7% em 2025.

Do outro lado do Atlântico, a projeção para a economia da zona do euro foi puxada para baixo, conduzida principalmente por uma queda na economia alemã. O PIB da zona do euro deve crescer 0,6% neste ano, ante 0,9% previsto pela OCDE em novembro de 2023. Enquanto isso, a expectativa para a economia chinesa ainda é desacelerar a 4,7% em 2024 e 4,2% no próximo ano.

OCDE mantém previsões para o crescimento do PIB brasileiro em 2024 e 2025 Foto: André Dusek / Estadão

A previsão da OCDE agora é que a inflação da maioria dos países do G20 retorne à meta até o fim de 2025, caindo de 6,6% em 2024 para 3,8% em 2025, com o núcleo da inflação diminuindo para 2,5% em 2024 e 2,1% em 2025. Porém, segundo o documento, ainda é cedo para ter certeza de que a pressão sobre preços está totalmente contida nas maiores economias, visto que os custos de trabalho continuam acima do desejável.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.