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PF investiga suspeita de desvio de recursos após invasão de sistema de pagamento do governo federal

Segundo Haddad, invasão não foi de hacker, mas de usuário que já tinha acesso à plataforma; Polícia Federal afirma que foi instaurado o inquérito e que investigações estão sob sigilo

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Por Alvaro Gribel , Giordanna Neves (Broadcast) e Amanda Pupo (Broadcast)
Atualização:

BRASÍLIA – A Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) investigam uma invasão realizada neste mês ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), com suspeita de desvio de recursos do governo federal. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão.

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O Siafi, gerido pelo Tesouro Nacional, é o principal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial do governo federal.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a invasão não foi de um hacker, mas de algum usuário que já tinha acesso à plataforma. De acordo com o ministro, o sistema está preservado e a Polícia Federal acompanha o caso para encontrar os responsáveis.

Divulgação de estatísticas e de pareceres já está sendo atrasada com a operação-padrão dos servidores do Tesouro Foto: Marcos Santos/USP Imagens

“Tenho informação parcial de que o problema não é do sistema; o problema provavelmente foi de autenticação do acesso. É isso que está sendo apurado”, disse Haddad aos jornalistas.

“Não foi ação hacker contra o sistema. O sistema está preservado. (Foi) alguém que já tinha acesso (ao sistema)”, reforçou. Questionado sobre eventuais valores que possam ter sido desviados, o ministro afirmou que não tem informação e que o caso está sendo apurado. O ministro também afirmou que informará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso.

Segundo apurou o Estadão, depois da descoberta do caso, o Tesouro Nacional adotou uma medida extra de segurança, com acesso restrito, por meio de certificado digital.

Em nota, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) afirmou que “o episódio não configura uma invasão, mas sim uma utilização indevida de credenciais obtidas de modo irregular”.

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“As tentativas de realizar operações na plataforma foram identificadas e não causaram prejuízos à integridade do sistema. Todas as medidas necessárias vêm sendo tomadas pela STN em resposta ao caso, incluindo a implementação de ações adicionais para reforçar a segurança do sistema”, diz a nota.

“O Tesouro Nacional trabalha em colaboração com as autoridades competentes para a condução das investigações; e reitera seu compromisso com a transparência, a segurança dos sistemas governamentais e a preservação do adequado zelo das informações, até o término das apurações”, afirma o Tesouro.

Procurada, a Polícia Federal afirmou que “foi instaurado inquérito e as investigações estão sob sigilo”. Já a Abin afirmou que “acompanha em colaboração com as autoridades competentes”.

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