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Philips anuncia prejuízo bilionário e corte de 4 mil postos de trabalho

Defeitos em aparelhos de respiração fizeram prejuízo chegar a R$6,74 bilhões

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Por Redação

O grupo Philips anunciou nesta segunda-feira, 24, que cortará 4 mil postos de trabalho em todo o mundo, após a retirada de aparelhos de respiração defeituosos do mercado.

A empresa, que tem quase 80 mil funcionários, registrou, no terceiro trimestre, um prejuízo líquido de 1,3 bilhão de euros (R$6,74 bilhões) devido aos equipamentos com defeito.

Philips anuncia prejuízo bilionário e corte de 4 mil postos de trabalho Foto: Divulgação

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A empresa, com sede em Amsterdã, retirou do mercado em junho do ano passado aparelhos respiratórios, depois de alertar que os usuários corriam o risco de inalar ou engolir fragmentos de uma espuma tóxica silenciadora que poderia provocar irritação e dores de cabeça. A Philips também mencionou um risco “potencial” de câncer a longo prazo.

A Philips não cumpriu as expectativas nos últimos anos, admitiu o novo CEO, Roy Jakobs. “Enfrentamos múltiplos desafios”, afirmou, ao anunciar resultados “decepcionantes” no terceiro trimestre de 2022.

Jakobs também anunciou o que chamou de “decisão difícil mas necessária de reduzir imediatamente nossa força de trabalho em 4 mil postos em todo o mundo”.

O grupo pretende destinar quase 300 milhões de euros (R$1,5 bilhão) nos próximos trimestres para os trabalhos de reestruturação, mas calcula que a reorganização pode gerar uma economia no mesmo valor a cada ano.

“O desempenho da Philips no (último) trimestre foi impactado por desafios operacionais e de abastecimento, pressão inflacionária, a situação da covid na China e a guerra russo-ucraniana”, afirmou o grupo em um comunicado.

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A empresa registrou queda de 5% nas vendas na comparação com o mesmo período do ano anterior, a 4,3 bilhões de euros (R$22,3 bilhões).

A Philips também ajustou o resultado operacional (Ebitda, lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) a 209 milhões de euros, o que representa 4,8% do faturamento, contra 512 milhões de euros (R$2,6 bilhões), 12,3% das vendas, no mesmo período em 2021.

Na semana passada, Frans van Houten deixou o cargo de CEO da empresa, seis meses antes do previsto e após 12 anos à frente do grupo./AFP

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