Novo ensino médio: SP reduz nº de disciplinas optativas e inclui educação financeira no currículo

Opções de aprofundamento caem de 12 para três a partir do próximo ano; modelo vela para as escolas estaduais, mas não para as particulares

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Por Redação
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O governo de São Paulo decidiu reduzir de 12 para três o total de itinerários formativos para estudantes do ensino médio da rede estadual paulista. Esses percursos, compostos de disciplinas optativas, fazem parte da reforma do ensino médio, que tem motivado críticas de especialistas e de alunos. A avaliação do governo foi de que, na prática, o alto número de opções prejudica a oferta das aulas.

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A escolha dos itinerários pelos alunos da rede estadual para o ano que vem deverá ser feita entre agosto e setembro. Outra mudança anunciada pela Secretaria da Educação do Estado foi a inclusão das disciplinas de Educação Financeira e Aceleração para Vestibular no currículo da etapa.

A reforma do ensino médio foi uma mudança no formato da etapa (1º, 2º e 3º anos), aprovada em 2017. Cerca de 60% da carga horária passou a ser de conteúdos obrigatórios comum a todos, como Português, Matemática e Química. O restante (40%) é a parte flexível, com percursos optativos segundo o interesse do aluno ou uma formação técnica.

Os 12 itinerários formativos atuais serão reduzidos para três: Ciências da Natureza + Matemática + Ciências Humanas e Sociais Aplicadas; além do Ensino Técnico. Os itinerários são escolhidos pelos alunos do primeiro ano, sendo que o aprofundamento é cursado durante a 2ª e 3ª séries.

Estudante participa de vestibular da Fuvest. Grade comum terá disciplina de preparação para o processo seletivo Foto: Tiago Queiroz/Estadão - 12/12/2021

As mudanças anunciadas pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) ocorrem cerca de três anos após o ensino médio do Estado passar por reformulação. Em 2020, na gestão João Doria (à época no PSDB, hoje sem partido), São Paulo se tornou o primeiro Estado do País a mudar o currículo do ensino médio.

Já as escolas particulares podem escolher seus próprios itinerários formativos, além da quantidade de opções que serão ofertadas aos alunos. Ou seja: não precisam seguir as definições da rede estadual.

Recentemente, contudo, o Ministério da Educação (MEC) abriu uma consulta pública sobre a reforma após críticas de entidades. Parte dos grupos pedia a revogação das mudanças, o que foi rechaçado pelos secretários de educação.

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Nas próximas semanas, a pasta deve apresentar um novo modelo - a tendência do governo federal é de aumento da carga horária obrigatória, de disciplinas tradicionais, como Português e Matemática, conforme apurou o Estadão. Outro pedido feito ao ministério foi para que haja maior direcionamento do ministério sobre os modelos dos itinerários formativos.

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