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Direitos da criança e do adolescente

Prêmio Educar reconhece práticas de educação antirracista

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Por Bruna Ribeiro
Atualização:
 

Estão abertas as inscrições para a 9a edição do Prêmio Educar com Equidade Racial e de Gênero: experiências de gestão e práticas pedagógicas antirracistas em ambiente escolar. A iniciativa do CEERT, organização da sociedade civil que atua pela equidade racial e de gênero, busca identificar e valorizar práticas pedagógicas exitosas antirracistas de professores e gestores da educação básica. Clique aqui para se inscrever.

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O Prêmio é dividido em duas categorias: Prática Docente e Escola. A categoria Prática Docente é dividida em duas modalidades: Prática Docente Realizada - realizadas entre 2022 e 2023 - e Prática Docente Projetada - ou seja, ainda não executada. Já a categoria Escola conta apenas com a modalidade Gestão com Equidade e Antirracista (GEA).

Podem se inscrever docentes e gestores/as que estejam em atividade nas diferentes etapas da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio) e de todas as Modalidades de Ensino (Educação de Jovens e Adultos; Educação Escolar Quilombola; Educação Indígena; Educação Profissional e Tecnológica; Educação Especial e Educação à Distância), em todo o Brasil.

Serão selecionados 16 trabalhos finalistas e eleitas oito propostas na categoria Prática Docente, sendo que cada uma levará o prêmio de 7 mil reais, além de um kit de livros na temática de equidade racial e de gênero na educação básica. Será ofertado também um curso virtual de formação continuada no mesmo tema.

Na categoria Gestão Escolar, os vencedores também receberão o curso e o kit. Serão selecionados 16 finalistas e eleitas oito propostas, que receberão equipamentos para as escolas, elegíveis numa listagem fornecida pelo CEERT, dentro do valor de 10 mil reais.

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Histórico

O Prêmio Educar surgiu em 2002, antes mesmo da implementação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que alteram a LDB 9.394/96 para incluir a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura africana, afrobrasileira e indígena, nas escolas de todo o país, visando identificar o que os professores faziam de positivo para o enfrentamento do racismo.

De acordo Daniel Bento Teixeira, diretor-executivo do CEERT, é comum ouvirmos algo que já virou clichê: a saída para o Brasil é pela educação. "Entretanto, é importante enfatizar que não é qualquer projeto de educação que pode se enquadrar como solução para o país. Se for uma educação que reproduz o racismo, ela não só deseduca como desumaniza a maior parte da população brasileira", afirma Daniel.

Por isso, segundo o CEERT, é necessário qualificar a educação que a sociedade quer, sendo ela a educação antirracista. "Ou seja, uma educação que leva em consideração as contribuições civilizatórias de cada grupo que compõem a sociedade brasileira. Somente com a tônica da educação antirracista que o Brasil poderá se reencontrar com a sua africanidade e construir um modelo de sociedade centrada no bem-viver para todas as pessoas que dela fazem parte", diz o diretor-executivo.

 

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