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Semana de Design de Dubai estreia com celebração global

A cidade, que está construindo um bairro inteiro para reunir criadores, quer ser tornar uma referência para profissionais de todo o mundo

Por Marcelo Lima
Atualização:
Vistade uma das alamedas do bairro D3, com um dos seis pavilhões provisórios instalados para a Semana de Design de Dubai Foto: Divulgação

Cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos, com 2,1 milhões de habitantes, Dubai exibe desde 2008 o edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa, com 828 metros de altura. Deve hospedar a Exposição Universal de 2020, mas, enquanto isso não acontece, não abre mão de perseguir objetivos audaciosos. O mais recente deles? Se tornar uma referência no cenário do design global.

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“Pretendemos oferecer uma plataforma para designers de todo o mundo conquistarem uma audiência qualificada”, declara Cyril Zammit, diretor do grupo Art Dubai, entidade promotora da semana de design local, encerrada na última sexta-feira. Evento que, em sua primeira edição, se mostra promissor. Apesar de ainda carecer de uma identidade mais bem definida.

Tendo como ponta de lança o projeto do Dubai Design District, ou D3 – bairro em construção que em 2018 deverá contar com mais de 1 milhão de m² dedicados à criação –, a Semana de Design de Dubai teve na sua perspectiva globalizada seu principal trunfo. Atualmente, o distrito consagrado ao design conta com 11 edifícios prontos para receber seus inquilinos: de designers iniciantes a grandes marcas de todo o mundo. Não por acaso, atendendo ao desejo dos empresários locais de conferir, desde já, uma conotação cultural – e internacional – ao recém-construído bairro, o D3 se converteu no ponto focal da semana de design.

Principal atração do local, a Downtown Design, feira comercial que em sua terceira edição reuniu marcas de 24 países, com destaque para as italianas, este ano voltou suas atenções para os talentos emergentes. A convite dos organizadores, designers de seis cidades foram convidados a apresentar suas criações: Helsinque, Istambul, São Francisco, Cidade do México, Pequim e Melbourne.

Além de sediar a Downtown e promover palestras com designers consagrados, como o brasileiro Humberto Campana (mais informações na pág. 18), o D3 hospedou diversas exposições. A primeira delas, a Global Grad Show reuniu trabalhos de 50 alunos de dez prestigiadas universidades do mundo – incluindo a suíça Ecal, a Universidade de Eindhoven, na Holanda, e o Royal College of Art, de Londres –, com o objetivo de identificar abordagens criativas para problemas cotidianos.

O brasileiro Guto Requena e o grupo Coletivo Amor de Madre marcaram presença por lá. O primeiro com seu Projeto Amor, de objetos definidos tridimensionalmente por ondas cerebrais. E o Coletivo com uma instalação reproduzida também no outro extremo da cidade, no bairro histórico de Al Fahidi. “Por meio de uma escultura de madeira e vidro, procuramos unir as duas pontas da cidade”, afirmou o autor do projeto, o arquiteto Henrique Stabile.

Já dispersos pelas alamedas do bairro do design, seis pavilhões construídos com painéis plásticos preenchidos por filetes de areia abrigaram instalações produzidas por designers e arquitetos de países do Oriente Médio, norte da África e sul da Ásia. Todos reunidos em torno do tema “O elemento jogo e a cultura”.

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Completando a programação, Brilliant Beirute apresentou o impacto da evolução urbana sobre as disciplinas criativas na capital libanesa. Traçando um painel do design libanês da década de 1950 até os dias atuais, a mostra abordou, com maestria, possíveis conexões entre arquitetura, educação, artes gráficas, moda e mobiliário. Deixando todos os visitantes com um gostinho de quero mais.

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