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Grife baseia coleção em automóveis

Alessa dá start ao fashion tour com o primeiro desfile do dia

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Por Agencia Estado
Atualização:

E não é o que os carros continuam sendo estrela aqui no Fashion Rio? Depois daquele congestionamento armado por Bia Lessa no desfile da Mara Mac, foi a vez da grife Alessa levar o povo da moda para uma concessionária de automóveis em Botafogo. A marca fez o primeiro desfile hoje no evento e deu start ao fashion tour. Mas, olha... todo mundo sabe que conseguir patrocínio para desfile não é fácil, só não precisa ficar inventando história, dizendo que a locação tem a ver com o tema da coleção. Fica feio e é desnecessário. Precisa falar que "na concessionária é revelado o desejo masculino pelo carro do ano e pela mulher do século 21, que deseja, acima de tudo, um luxo contemporâneo: conforto & felicidade"? E que tal os tons que trafegam entre preto, branco, cinza, metálicos e dourados? Mas vamos ao que interessa: Alessa é uma garota criativa, fez fama na sua Casa da Alessa com calcinhas de inscrições divertidas, e essa veia aparece em sua moda, como no uso que faz da malha, sofisticando o material e dando cara de festa a vestidos nascidos de uma base de t-shirt. Há um certo exagero no uso dos metais e das pérolas, mas ela também consegue mostrar que mantém o bom humor, como na estampa/bordado múltipla escolha (love, sex, money). Os acessórios, de acrílico preto, são imensos e funcionam como elemento de cena. Da próxima vez, só não precisa tentar convencer ninguém de que a coleção traz sensações próximas às experimentadas na aquisição de um novo e reluzente automóvel. Nem todo mundo pode comprar um Land Rover, fofa. IMPRENSA BRASIL Aqui no Rio, como jornalista convidada, tenho experimentado o que é ser ´Imprensa Brasil´, esse conceito nascido nas fileiras C, D e E da SãoPaulo Fashion Week, onde normalmente ficam os assentos reservados para os jornalistas de outros estados. No desfile da Alessa o loteamento de espaço foi ainda mais curioso. Algumas cadeiras tinham o nome das editoras e suas respectivas revistas e colunas. Depois vinha uma longa seqüêcia de cadeiras para a imprensa internacional. Para a imprensa Brasil? Nenhum cantinho. Ah... o melhor foi ver a inscrição ´Dona Fulana" guardando um lugar (sim, sabemos que é alguma loja). Mas que foi divertido, foi. "Até a dona fulana tinha lugar marcado!"

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