PUBLICIDADE

Publicidade

Espanha desencanta com show de Villa

Atacante é decisivo na vitória sobre Honduras, em que reaparece o bom futebol da Fúria, depois da derrota para a Suíça

PUBLICIDADE

Foto do author Robson Morelli
Atualização:

Parecia uma tourada com poucas chances para o touro. E tinha de ser assim se a Espanha quisesse continuar na Copa. Candidata ao título antes mesmo de a bola rolar na África do Sul, a seleção espanhola sabia que precisava vencer a qualquer custo e sua estratégia foi encurralar a fraca Honduras. A Espanha, então, foi só ataque e nada mais, com David Villa em noite inspirada no Ellis Park e Fernando Torres ainda brigando com a bola. Foi Torres quem fez o torcedor espanhol se agitar mais vezes nas tribunas. Pois foi ele quem perdeu mais gols. Vive o inferno-astral do qual se livrou Luís Fabiano no domingo. Mas Torres não fez falta aos espanhóis. Havia Villa. O franzino atacante não demorou para se fazer notar. Aos 17 minutos, em jogada individual, ele passou por três antes de concluir meio caído para abrir o marcador. Honduras sabia o que estava por vir. Seria um massacre se não reagisse. Mas de que forma tomar a bola que corria de pé em pé dos jogadores espanhóis? Parecia impossível. A Espanha atacava com até sete jogadores. Uma máquina. Para o Brasil era muito melhor que desse Honduras e, assim, a Espanha voltaria para casa montada numa das zebras mais impensáveis deste Mundial. Mas como torcer contra um futebol envolvente, rápido e de muita habilidade? Havia muito talento em campo ontem, e uma movimentação difícil de marcar.Quando a bola chegava aos pés de Villa, era um inferno para os hondurenhos. Aos 6 do segundo tempo, em chute da entrada da área, ele colocaria a Espanha em situação melhor: 2 a 0. Os espanhóis corriam para fazer saldo de gols, porque o jogo já estava ganho. Várias chances de gol foram perdidas ? incluindo um pênalti cobrado por Villa ?, mas o touro já estava entregue.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.