PUBLICIDADE

Publicidade

Fabíola Molina classifica doping como 'vacilo' e busca novo índice

Depois de perder passe para Olimpíada, nadadora planeja alcançar marca no Troféu José Finkel

PUBLICIDADE

Por Eduardo Kattah
Atualização:

BELO HORIZONTE - Já resignada com a suspensão imposta pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) por ter sido flagrada no exame antidoping, a nadadora Fabíola Molina espera ainda este ano assegurar novamente o índice para a Olimpíada de Londres, em 2012. Após o "choque" com a notícia da suspensão, Fabíola planeja alcançar "em casa", no Troféu José Finkel, a marca que lhe garanta vaga nos Jogos Olímpicos. O campeonato será disputado no Minas Tênis - atual clube da atleta -, entre 29 de agosto e 4 de setembro.Nesta segunda-feira, em Belo Horizonte, a nadadora paulista, de 36 anos, classificou como "acidente" e "vacilo" a ingestão da substância proibida e procurou diferenciar seu caso de Rebeca Gusmão, banida da natação por uso de doping. Por uso da substância metilhexanamina, um estimulante que diminui a sensação de fadiga, Fabíola foi suspensa por dois meses, a partir de 8 de maio. Além do tempo para a Olimpíada, ela perdeu o índice conquistado e não poderá participar do Mundial de Xangai, em julho. A decisão da CBDA, considerada branda pela direção do Minas Tênis, ainda terá de ser ratificada pela Federação Internacional de Natação (Fina), que pode aumentar a pena. "Eu estava com essa mentalidade de conseguir o tempo agora para estar melhor no ano que vem, mas dentro dessas circunstâncias vou me reprogramar e fazer o índice em outra ocasião. Estou muito tranquila que vai dar tudo certo", disse a nadadora. "O Finkel valerá como seletiva, vai ser aqui no Minas, supermotivante. Quem sabe eu não faço o índice aqui e aí comemoramos todos juntos".Antes, como parte da preparação, Fabíola espera participar dos Jogos Mundiais Militares, no Rio. Não está definido, segundo ela, se esta competição valerá para a obtenção do índice olímpico. Médico. Fabíola ficou particularmente satisfeita com a posição adotada pelo médico brasileiro Eduardo de Rose, um dos principais profissionais da Agência Mundial Antidoping (Wada) e para quem "ficou claro que não houve intenção de ganho de performance" da atleta. "Ele conhece a história, de como aconteceu tudo, é a maior autoridade para falar desse assunto. Prova realmente que eu não tive intenção nenhuma de estar trapaceando", afirmou.A nadadora se emocionou ao admitir que ter seu nome associado ao doping é algo bastante negativo. Fabíola disse que para superar o momento tem se apoiado na fé, nas manifestações dos amigos e na confiança do atual clube. "Fiquei muito triste com a notícia porque é algo que não condiz com o que eu sempre acreditei no esporte, algo que eu sempre fui contra. Você ser associada com essa notícia é realmente uma coisa dolorosa".

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.