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São Paulo x Palmeiras: áudio revela diálogo entre árbitro e VAR em pênalti sobre Murilo; ouça

Lance que levou o Choque-Rei ao empate foi um dos momentos mais polêmicos do clássico pelo Paulistão

Por Mirella Joels
Atualização:

A Federação Paulista de Futebol (FPF) divulgou, nesta segunda-feira, dia 4, a análise do VAR sobre um dos lances polêmicos do clássico entre São Paulo e Palmeiras, no MorumBis, pelo Paulistão. A jogada em questão culminou em pênalti e no empate da equipe alviverde com o time da casa.

Comandada por Matheus Delgado Candançan, a atuação da arbitragem e do VAR - liderado por Daiane Muniz - foi questionada tanto nos vestiários quanto nas redes sociais. Durante o lance em que a bola foi levantada na área, Murilo cabeceia e, em seguida, o goleiro Rafael acerta sua cabeça. Nesse momento, o jogador do Palmeiras caiu e o técnico Abel Ferreira gesticulou com os braços para reclamar com o juiz.

Murilo disputa a bola com o goleiro são-paulino Rafael e é atingido na cabeça pela mão do goleiro Foto: ALEX SILVA/ESTADAO

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O áudio mostra o processo de análise da jogada pelo VAR, que durou quase três minutos. A conversa entre Candançan e o VAR mostra uma constatação inicial do árbitro de que havia sido um lance normal. “Para mim o goleiro toca claramente a bola”, disse. Enquanto isso, os integrantes do VAR analisam outros ângulos. Daiane, então, aconselha “é falta, o atacante joga a bola e o goleiro chega atrasado de maneira imprudente”.

Quando Candançan assiste ao lance de um novo ângulo, ele constata que o goleiro acertou a cabeça do zagueiro. “Essa mostra claramente que o Murilo tem a posse da bola, e o Rafael acerta ele (sic)”. Assim, ele assinalou o pênalti e deu cartão amarelo para Rafael. Raphael Veiga cobrou e empatou o jogo.

Depois disso, o jogo ficou mais pegado. No fim, já com os times no vestíario, jogadores e dirigentes do São Paulo pressionaram a arbitragem com xingamentos e agressões verbais. O presidente do São Paulo, Julio Casares, disse que foi um dia triste para o futebol brasileiro. O clube não disponibilizou sala de entrevista para o técnico Abel Ferreira, acusado de “apitar o jogo”.

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