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Autoridades espanholas revelam ‘operações irregulares’ em caso que investiga Barcelona e arbitragem

Guarda Civil do País divulga em relatório que Comitê Técnico de Árbitros (CTA) agiu de forma parcial e suspeita no caso Negreira, denunciado pela primeira vez em março

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Por Redação
Atualização:

A Guarda Civil da Espanha divulgou neste sábado, dia 2, que o Comitê Técnico de Árbitros (CTA) da federação local não foi “imparcial” e que teria tido “operações irregulares” durante a direção de Victoriano Sánchez Armínio e José María Enríquez Negreira, principal personagem do caso que leva seu nome e investiga uma suposta corrupção empresarial do Barcelona, com pagamentos suspeitos à administração da época, que foi vigente no período de 2001 a 2018.

As denúncias, que explodiram em março deste ano, sugerem que o clube catalão teria enviado um valor global de 7,3 milhões de euros (cerca de R$ 39,24 milhões em conversão direta) a Negreira enquanto ele cumpria suas funções no CTA. Em outras palavras, que o Barcelona teria sido ajudado pela arbitragem nesse mesmo período. O Conselho Superior de Esporte (CSD) acompanha as investigações de perto e, por meio do presidente José Manuel Franco, já disse que tomará medidas cabíveis assim que mais informações forem descobertas e reveladas.

Joan Laporta, presidente do Barcelona, disse que o caso Negreira é uma "campanha para manchar a reputação do clube". Foto: Pau Barrena/AFP

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O relatório da Guarda Civil foi divulgado pelo jornal espanhol El Mundo e, além de destacar as supostas operações irregulares durante a gestão citada, ressalta o grau de influência que Negreira teve no corpo diretivo dos árbitros. O veículo informa que o Barcelona não teria fornecido a identidade dos profissionais que teriam prestado serviços às empresas do dirigente, as quais o clube trabalhava com assessoria de arbitragem.

Joan Laporta, atual presidente do clube, disse que o caso seria uma “campanha gigante para manchar a reputação profissional” do Barcelona e negou quaisquer ações para manipular uma competição. “Não constitui crime ter relações de assessoria técnica de arbitragem com pessoas com larga experiência no mundo do futebol. O que aconteceu é que isso foi feito de forma clara e transparente. Com faturas, com conceitos, com pagamentos por transferência bancária”, comentou o dirigente.

Xavi Hernández, atual técnico do Barcelona e jogador no período investigado pelo caso Negreira, negou quaisquer benefícios da arbitragem na época. Foto: Quique García/EFE

Naturalmente, as suspeitas recaem em possíveis influências de juízes nas partidas do Barcelona, mas, de momento, nada foi encontrado. Xavi Hernandez, técnico da equipe espanhola e jogador no período investigado, rechaçou o possível favorecimento ao time catalão. “Já falei muitas vezes: em 17 anos na equipe principal, e agora como treinador, nunca me senti beneficiado. Discordo totalmente da Guarda Civil”, disse ele em coletiva de imprensa na manhã deste sábado.

Por enquanto, o caso Negreira não refletiu no futebol do Barcelona. O time tem jogo marcado neste domingo, contra o Osasuna pelo Campeonato Espanhol, e sua participação na Liga dos Campeões de 2023-2024 está garantida - com grupo definido. As investigações devem seguir ao longo da temporada.

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