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Técnico da Nigéria quer salário de menos de R$ 100 mil para renovar

Stephen Keshi pede aumento modesto para padrões brasileiros para continuar no comando da equipe, que caiu nas oitavas da Copa

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Por Redação
Atualização:

Tem técnico que disputou a Copa do Mundo que aceita ganhar menos do que colegas que trabalham no Brasil. O nigeriano Stephen Keshi está em negociação com a federação de futebol do país para renovar o contrato e ter o salário aumentado do equivalente a R$ 68 mil para R$ 95 mil.

A expectativa pela continuidade do trabalho técnico é tão grande que o Ministro do Esportes da Nigéria, Tamuno Danagog, pressiona a federação para que consiga dar o aumento de 5 milhões para 7 milhões de nairas, a moeda local. Keshi está no cargo desde 2011, conquistou a Copa Africana de Nações em 2013 e levou a seleção nacional até as oitavas de final do Mundial do Brasil, quando foi eliminada pela França.

Técnico nigeriano quer aumento para continuar no cargo Foto: Marius Becker/Efe

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A Nigéria é o país mais populoso da África, com cerca de 174 milhões de habitantes, e convive com problemas sociais. De acordo com a agência nigeriana de estatística, 61% da população vivia com menos de US$ 1 por dia em 2010. No ranking da ONU do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a nação africana ocupa a 153ª posição entre 187 países.

Os problemas econômicos do país dificultam a federação nacional de futebol a conseguir bancar o técnico. A entidade tem se esforçado para conseguir pagar o valor, que em comparação ao futebol brasileiro é pequeno. Os técnicos dos grandes do futebol paulista, por exemplo, recebem aproximadamente entre R$ 300 mil e R$ 500 mil por mês.

Depois da derrota para a França o técnico chegou a confirmar no Twitter que estava de saída do cargo, mas pode rever a sua decisão. Quem se aposentou da seleção foi o capitão e zagueiro Joseph Yobo, de 33 anos, que disputou três Copas pela Nigéria.

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