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Opinião|Mesmo com decaída do Botafogo, iminente título do Brasileirão não ‘caiu no colo’ do Palmeiras

Equipe de Abel Ferreira pode ser campeã mesmo com derrota para o Cruzeiro na última rodada

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Foto do author Robson Morelli
Atualização:

O Brasileirão de 2023 não caiu no colo do Palmeiras, como andam dizendo por aí. O time de Abel Ferreira tem mais uma partida para disputar, quarta-feira, contra o Cruzeiro, para consumar sua conquista matematicamente. A vitória de domingo diante do Fluminense por 1 a 0 foi pequena, mas suficiente. O Palmeiras não precisa nem ganhar para ser campeão.

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Isso se deve ao fato de o time nunca ter desistido da competição, mesmo quando estava na Copa do Brasil e Libertadores. Ficou desanimado com a vantagem de 13 pontos do líder Botafogo, mas passou a acreditar na possibilidade de chegar. Fez uma leitura interna de que o time do Rio não seguraria a peteca.

O fato é que a CBF precisa fazer arranjos para valorizar o seu torneio em detrimento dos outros da Conmebol. Não é trocar a atenção de um pelo outro, porque entendo que a Copa do Brasil e a Libertadores sempre serão importantes. Mas mexer em algumas datas poderia ajudar a melhorar. Os rivais poderiam deixar o torneio mais interessante também. Apesar da disputa acirrada ombro a ombro desta edição, a pontuação é baixa na parte de cima da tabela. Em outras temporadas, esse número foi maior. O Palmeiras foi campeão em 2022 com 81 pontos.

Mesmo com ampla vantagem, Abel é cauteloso ao falar sobre título antecipado. Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Outra concepção assimilada pelos dirigentes é a necessidade de um elenco mais justo e de maior qualidade, de modo a ter sempre dois times competentes em campo. Dar descanso para os jogadores é requisito fundamental. Há times com mais de 70 partidas. Não há santo que resista. A quantidade de jogos não vai diminuir. Então, é preciso dar aos treinadores melhores elencos. Mirem-se no Palmeiras, e também no Flamengo.

Se o Palmeiras não vacilou, os outros deixaram a desejar. O Flamengo abusou do direito de arrumar confusão e se auto prejudicar. Não manteve treinador no cargo. Tite demorou para chegar. Se tivesse um mês a mais, poderia dar caminhos diferentes ao torneio. Da mesma forma, o Atlético-MG amargou uma série de tropeços após a chegada de Felipão. No segundo turno, o time registrou campanha de dar inveja. O Grêmio viveu altos e baixos por causa de um elenco modesto e vindo da Série B. Suárez foi o cara, assim como Renato Gaúcho. E teve a decepção chamada Botafogo, que perdeu por suas próprias escolhas.

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O Palmeiras, diferentemente de todos os seus rivais, manteve o elenco, trouxe peças de reposição, efetivou Endrick, manteve Abel e não deixou nada pelo caminho que comprometesse sua campanha. Então, o iminente título não caiu no colo. Na quarta, tudo estará consumado.

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Opinião por Robson Morelli

Editor geral de Esportes e comentarista da Rádio Eldorado

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