PUBLICIDADE

Publicidade

WSL critica reclamações de Medina, Ítalo e Filipinho: ‘Rejeitamos a sugestão de julgamento injusto’

CEO da entidade divulgou carta pública nesta terça-feira rebatendo as críticas feitas pelos brasileiros após as eliminações polêmicas no Surf Ranch

PUBLICIDADE

Foto do author Redação
Por Redação
Atualização:

A WSL (Liga Mundial de Surfe) respondeu de maneira oficial nesta terça-feira através de carta aberta todas as reclamações de Gabriel Medina, Ítalo Ferreira e Filipe Toledo após as eliminações na etapa do Surf Ranch, disputada nos Estados Unidos no último fim de semana. De acordo com Erik Logan, CEO da entidade, as reclamações dos brasileiros nas redes sociais não têm fundamento.

PUBLICIDADE

“Em termos das declarações feitas, rejeitamos completamente a sugestão de que o julgamento de nossas competições seja de alguma forma injusto ou preconceituoso. Essas alegações não são apoiadas por nenhuma evidência. Primeiramente, os critérios de julgamento são fornecidos aos atletas antes de cada competição”, disse Logan em carta aberta.

Após serem eliminados na última etapa do Circuito Mundial de surfe, o trio brasileiro reclamou, através das redes sociais, sobre a falta de critério no julgamento e nas notas das ondas durante a etapa nos Estados Unidos. De acordo com os brasileiros, a nacionalidade dos surfistas parecia estar sendo levada em consideração na hora de dar as notas.

Além disso, ainda no documento divulgado nesta terça-feira, Erik Logan relembra os episódios de ameaças sofridas por atletas, árbitros e outros profissionais ligados à WSL pelas redes sociais após a eliminação dos brasileiros na etapa do último fim de semana.

WSL respondeu oficialmente todas as reclamações de Gabriel Medina, Ítalo Ferreira e Filipe Toledo nas redes sociais Foto: Sean M. Haffey/ AFP

“Nos últimos dias, vários surfistas, juízes da WSL e funcionários foram vítimas de assédio, intimidação e ameaças de violência, incluindo ameaças de morte como resultado direto dessas declarações. Essas coisas nunca deveriam acontecer em nosso esporte, ou em qualquer esporte, e estamos arrasados com o fato de membros de nossa comunidade estarem sujeitos a isso”.

Ninguém acima do surfe

Já nas últimas linhas do comunicado, uma frase saltou aos olhos. Após rebater as críticas feitas pelos brasileiros nas redes sociais, Erik Logan parece mandar um recado direto para Medina, Ítalo e Filipinho, que foram os surfistas que publicamente se colocaram contra a forma de julgamento após a última etapa.

“Porém, é inadmissível que qualquer atleta questione a integridade de nossos juízes que, assim como nossos surfistas, são profissionais de elite. Nenhuma pessoa ou grupo de pessoas está acima da integridade do esporte”.

Publicidade

Confira a íntegra da carta da WSL

Quero abordar a conversa que aconteceu em nossa comunidade após o recente evento do Championship Tour no Surf Ranch. Como você provavelmente sabe, um pequeno número de atletas fez declarações questionando o julgamento da competição e os resultados finais.

Quero responder diretamente a essas declarações, mas primeiro precisamos abordar uma questão muito mais importante. Nos últimos dias, vários surfistas, juízes da WSL e funcionários foram vítimas de assédio, intimidação e ameaças de violência, incluindo ameaças de morte como resultado direto dessas declarações. Essas coisas nunca deveriam acontecer em nosso esporte, ou em qualquer esporte, e estamos arrasados com o fato de membros de nossa comunidade estarem sujeitos a isso. É um lembrete importante para todos nós de que as palavras têm consequências. Esperamos que toda a comunidade da WSL esteja conosco na rejeição de todas as formas de assédio e intimidação.

Em termos das declarações feitas, rejeitamos completamente a sugestão de que o julgamento de nossas competições seja de alguma forma injusto ou preconceituoso. Essas alegações não são apoiadas por nenhuma evidência. Primeiramente, os critérios de julgamento são fornecidos aos atletas antes de cada competição. Todos os atletas que competiram no Surf Ranch Pro receberam esses materiais no dia 20 de maio. Todos os atletas tiveram a oportunidade de tirar dúvidas sobre os critérios na ocasião. Nenhum dos atletas que fizeram essas declarações, aproveitou essa oportunidade no Surf Ranch Pro.

Em segundo lugar, nossas regras permitem que qualquer atleta revise a nota de qualquer onda e receba uma explicação mais detalhada de como foram pontuadas pelos juízes. Esse processo existe há vários anos e é o resultado direto do trabalho com os surfistas, para trazer mais transparência ao processo de julgamento. Não é apropriado, e é uma violação da política da liga, que os surfistas optem por não se envolver com o processo adequado e, em vez disso, expor suas queixas nas redes sociais.

PUBLICIDADE

Vários atletas do Surf Ranch Pro receberam pontos por elementos como progressão e variedade, então é simplesmente incorreto sugerir que eles não sejam levados em consideração nos critérios de julgamento. Além disso, nossas regras foram aplicadas de forma consistente ao longo da temporada, inclusive em eventos que foram vencidos por atletas que agora questionam essas mesmas regras.

O surfe é um esporte com critérios subjetivos em constante evolução e damos boas-vindas a um debate robusto sobre a progressão do nosso esporte e os critérios usados para julgar nossas competições. Porém, é inadmissível que qualquer atleta questione a integridade de nossos juízes que, assim como nossos surfistas, são profissionais de elite. Nenhuma pessoa ou grupo de pessoas está acima da integridade do esporte.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.