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Biden diz esperar ataque do Irã a Israel no curto prazo e adverte aiatolá: ‘não faça isso’

Tel-Aviv está em alerta para possível retaliação à explosão que atingiu consulado de Teerã em Damasco no começos do mês

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Por Redação

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirma que o Irã pode atacar Israel em breve e reforçou o apoio de Washington a Tel-Aviv, alertando que Teerã não teria sucesso na ofensiva. Biden deu o recado para jornalistas nesta sexta-feira, 12, no momento em que a Casa Branca tenta dissuadir o país persa de retaliar a explosão que atingiu o seu consulado na Síria, no começo do mês.

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“Não quero dar informação confidencial, mas minha expectativa é que será mais cedo ou mais tarde”, disse o presidente americano. Perguntado sobre a mensagem que gostaria de transmitir ao Irã, respondeu: “Não faça!”.

O presidente então virou de costas e saiu andando, mas voltou ao púlpito para reforçar o apoio de Washington a Tel-Aviv. “Estamos dedicados a defender Israel. Apoiamos Israel. Vamos ajudar a defender Israel e o Irã não terá sucesso”, concluiu.

Após discurso para evento da ONG National Action Network, presidente dos Estados Unidos Joe Biden foi questionado sobre a ameaça de ataque de Irã a Israel. Foto: Alex Brandon/Associated Press

O país está em alerta para o risco de ataque de Teerã, depois que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, prometeu “punição” pela explosão que atingiu o consulado em Damasco no começo do mês. Israel tem dito que vai responder se for atacado e o risco é de guerra aberta no Oriente Médio.

“Consideramos que a potencial ameaça do Irã neste caso é real, é viável”, disse o porta-voz do Conselho de Segurança da Casa Branca, John Kirby, sem dar mais detalhes de quando Teerã poderia atacar Israel. “Eu diria apenas que estamos acompanhando isso muito, muito de perto”, respondeu quando questionado por jornalistas.

Ainda segundo o porta-voz, os Estados Unidos vão garantir que Israel tenha o que for necessário para se defender e analisam enviar forças para a região. O país tem mais de 30 mil soldados pelo Oriente Médio.

Diante da ameaça, os Estados Unidos, principal aliado de Israel, têm reiterado o seu apoio, depois que a relação deu sinais de desgaste nos últimos meses por discordâncias públicas sobre a ofensiva na Faixa de Gaza e o futuro do enclave depois do conflito.

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Em paralelo, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, pediu a China, Turquia, Arábia Saudita e União Europeia, na quinta, que usem a sua influência para dissuadir o Irã.

Analistas ouvidos pelo Estadão, contudo, consideram mais provável que o Irã use os grupos que arma e financia em outros países, como o Hezbollah, que tem trocado disparos com Israel na fronteira com o Líbano desde o início da guerra em Gaza.

Nesta sexta, o grupo libanês lançou 40 foguetes no norte de Israel nesta sexta. Parte foi derrubada pelo sistema de defesa aéreo de Israel e não há registro de mortos ou feridos./Com AFP

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