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Funeral de Tyre Nichols será nesta quarta; Memphis pune mais 5 oficiais envolvidos em morte

Motorista de 29 anos morreu três dias após ser espancado por cinco policiais que o abordaram por uma suspeita de direção imprudente

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Por Redação
Atualização:

O motorista Tyre Nichols, homem negro de 29 anos espancado até a morte por policiais em Memphis, no Estado americano do Tennessee, será sepultado nesta quarta-feira, 1°, quase três semanas após o assassinato brutal, que comoveu e revoltou populares e autoridades nos EUA. Dez agentes de segurança foram demitidos ou afastados desde o incidente, que aconteceu em 10 de janeiro.

O funeral de Nichols será realizado presidido pelo reverendo Al Sharpton, fundador e presidente da organização de direitos civis National Action Network, e deve contar com a presença da vice-presidente dos EUA, Kamala Harris. Familiares de George Floyd e Breonna Taylor, vítimas da violência policial contra a comunidade negra, também devem comparecer à celebração, que vai acontecer na Igreja Cristã Mississippi Boulevard, às 10h30 (13h30 em Brasília).

Tyre Nichols foi abordado pela polícia de Memphis por suspeita de direção imprudente e acabou espancado com socos, chutes e golpes de cassetete. Foto: Prefeitura de Memphis via AP

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Sharpton reuniu a família de Nichols e ativistas locais na noite de terça-feira, 31, na Mason Temple Church of God in Christ, em Memphis, onde o reverendo Martin Luther King fez seu discurso final na noite anterior ao seu assassinato. Sharpton disse que a família pretendia ter um “funeral digno, não uma maratona”. “Não se trata de política, trata-se de justiça”, disse o reverendo.

A morte de Nichols provocou uma forte reação da comunidade e de autoridades pelo grau de violência empregado pelos policiais. Vídeos divulgados nesta semana mostraram que o motorista foi espancado selvagemente com socos, chutes e golpes de cassetetes durante três minutos no dia 7 de janeiro. Os cinco policiais, que abordaram o motorista por uma suspeita de direção imprudente, eram todos negros.

Após a morte de Nichols e a comoção que se seguiu, os cinco policiais foram demitidos, acusados de homicídio e a unidade especializada da qual faziam parte foi dissolvida. Outros dois policiais que não estavam presentes no momento foram afastados de suas funções, embora não se saiba exatamente de que maneira estavam implicados na abordagem.

Na segunda-feira, 30, o Corpo de Bombeiros demitiu dois socorristas e uma tenente que, segundo a justificativa apresentada pelo departamento, não fizeram uma avaliação correta do estado do paciente ao atendê-lo ― Nichols morreu no hospital, três dias depois das agressões./ Com AP e WPOST

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