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Os pontos-chave da Declaração de Panmunjom, assinada na cúpula intercoreana

Documento pontua série de acordos em temas como desnuclearização, reencontro de famílias e fim da guerra entre os dois países

Por Redação Internacional
Atualização:
Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, assinam documento ao final da cúpula histórica entre os dois países - a Declaração de Panmunjom. Foto: AFP PHOTO / Korea SummitPress Pool / Korea Summit Press Pool

SEUL - Os líderes das duas Coreias assinaram nesta sexta-feira, 27, a Declaração de Panmunjom, após uma reunião histórica entre os dois países vizinhos, que tecnicamente ainda estão em guerra. Veja os principais pontos do texto, assinado na primeira cúpula intercoreana em 11 anos.

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Desnuclearização"Coreia do Sul e Coreia do Norte confirmam o objetivo comum de obter, através da desnuclearização total, uma península coreana não nuclear", diz o documento. Além disso, os países afirmam que "compartilham a visão de que as medidas iniciadas pela Coreia do Norte são muito importantes e cruciais para a desnuclearização da península coreana e concordam em desempenhar seus respectivos papéis e assumir suas responsabilidades a esse respeito". Também "concordam em buscar ativamente o apoio e cooperação da comunidade internacional tendo em vista a desnuclearização da península coreana".

Regime de paz"Durante este ano, que marca o 65º aniversário do armistício, Coreia do Sul e Coreia do Norte concordam em buscar ativamente organizar encontros trilaterais envolvendo as duas Coreias e os Estados Unidos; ou quadripartites envolvendo as duas Coreias, os Estados Unidos e a China, visando declarar o fim da guerra e estabelecer um regime de paz permanente e sólido", diz o documento

Visita a PyongyangA declaração afirma que "os dois líderes concordaram em realizar discussões regulares e francas através de reuniões e contato telefônico direto sobre questões vitais para a nação, a fim de fortalecer a confiança mútua e buscar juntos fortalecer o impulso positivo para continuar avançando nas relações intercoreanas, para a paz, prosperidade e unificação da península coreana. Neste contexto, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, concordou em deslocar-se para Pyongyang neste outono" (seria legal dizer de: entre tal e tal mês, mas sou péssimo com estações do ano. Deixo a missão pra vc).

Reuniões de famílias"Coreia do Sul e Coreia do Norte concordaram em tentar solucionar as questões humanitárias resultantes da divisão da nação e organizar uma reunião intercoreana da Cruz Vermelha para discutir e solucionar diversas questões, incluindo a reunião das famílias separadas (pela guerra)", afirma o texto. "Com este objetivo, Coreia do Sul e Coreia do Norte decidiram continuar o programa de encontro de famílias separadas no Dia da Libertação Nacional, em 15 de agosto deste ano."

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Forças esportivas"No plano internacional, as duas partes concordaram em demonstrar a sua sabedoria, os seus talentos e a sua solidariedade coletiva, participando em conjunto em eventos esportivos internacionais, como os Jogos Asiáticos de 2018".

Desarmamento"Coreia do Sul e Coreia do Norte concordaram com um desarmamento por etapas, à medida que as tensões militares forem diminuindo e com os avanços substanciais para estabelecer a confiança militar", diz a Declaração.

Não haverá mais guerraSegundo o documento, "os dois líderes declaram solenemente diante dos 80 milhões de coreanos e do mundo inteiro que não haverá mais guerra na península coreana e que, em consequência, uma nova era de paz começou". / AFP

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