Como as comunidades próximas de Gaza vivem um ano e meio após início da guerra
Estadão esteve na região e visitou locais como o kibutz de Ni Roz; acompanhe série de reportagens.
LONDRES - Cinco países ocidentais anunciaram nesta terça-feira, 10, que irão impor sanções aos ministros israelenses Bezalel Smotrich, da Economia, e Itamar Ben-Gvir, da Segurança Nacional. Eles são os membros mais extremistas da coalizão liderada pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.
As restrições impostas por Austrália, Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia e Noruega restringem o direito de viagem dos dois ministros a esses países e congelam os seus ativos financeiros.
Smotrich e Ben-Gvir são favoráveis ao aumento de assentamentos na Cisjordânia e pediram a expulsão de palestinos da Faixa de Gaza.

“Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich incitaram a violência e graves abusos aos direitos humanos dos palestinos”, afirmou um comunicado conjunto dos chanceleres dos cinco países.
Embora as medidas sejam em resposta à violência na Cisjordânia, os oficiais britânicos disseram que também foram calculadas para aumentar a pressão sobre o governo de Netanyahu para negociar um cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas em Gaza, em meio a uma piora da crise humanitária no território palestino.

Israel rejeita sanções e vai responder
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, descreveu as sanções como “inaceitáveis” e afirmou que o governo israelense irá se reunir nesta semana para discutir uma resposta.
“É ultrajante que representantes eleitos e membros do governo sejam submetidos a este tipo de medidas,” disse Saar.
A decisão de anunciar as sanções contra Ben-Gvir e Smotrich ocorre depois que Reino Unido, Canadá e França emitiram um comunicado contundente na semana passada sobre a forma que Israel estava conduzindo a guerra em Gaza.
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Mas a França não se juntou à imposição de sanções aos dois ministros, ressaltando diferenças na abordagem dos aliados em relação a Israel. Oficiais britânicos afirmaram que haviam consultado autoridades dos EUA sobre a medida planejada nas últimas semanas e não haviam encontrado resistência.
Em seu comunicado conjunto, os cinco países disseram: “Nos empenharemos para alcançar um cessar-fogo imediato em Gaza, a libertação imediata dos reféns restantes pelo Hamas, que não pode ter nenhum papel futuro na governança de Gaza, um aumento na ajuda e um caminho para a solução de dois Estados.”/com NYT





