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Senado dos EUA tem disputa acirrada a uma semana das eleições legislativas, aponta pesquisa

Já sem maioria no Congresso, governo Biden também enfrenta incerteza sobre controle da câmara alta, com resultados das disputas no Arizona, Nevada, Pensilvânia e Geórgia ainda imprevisíveis

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Por Redação
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WASHINGTON - Uma pesquisa feita pelo New York Times e Siena College indica que a disputa pelo Senado nos Estados Unidos tem um desfecho imprevisível nos Estados do Arizona, Nevada, Pensilvânia e Geórgia. Com isso, a disputa pelo controle da Casa, decisiva para os planos do presidente Joe Biden, está em aberto. Atualmente, democratas e republicanos têm 50 senadores cada e as votações são desempatadas geralmente pela vice-presidente Kamala Harris, que comanda o Senado.

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Em Nevada e na Geórgia há um empate técnico entre os senadores democratas que disputam a reeleição e seus desafiantes do Partido Republicano. Enquanto no primeiro a democrata Catherine Masto e o republicano Adam Laxalt estão empatados com 47%, no segundo, Raphael Warnock tem apenas três pontos porcentuais sobre o republicano Herchel Walker.

No Arizona e na Pensilvânia, a vantagem dos democratas é um pouco maior, mas longe de ser tranquila. Enquanto no Estado da costa leste, John Fetterman supera o rival republicano Mehmet Oz por 49% a 45%, no Meio-Oeste, o democrata Mark Kelly tem seis pontos de vantagem sobre o rival, Blake Masters.

A ex-deputada Gabby Giffords (Democrata do Arizona) e seu marido Mark Kelly acenam depois de discursar na Convenção Nacional Democrata na Filadélfia, Pensilvânia, em 2016 Foto: Scott Audette/Reuters

Por outro lado, apesar de a maioria dos eleitores que pretende comparecer à eleição nesses três Estados preferir que o Partido Republicano retome o controle do Senado, os candidatos da oposição na disputa não conseguem converter essa preferência em intenção de voto, o que adiciona um caráter de imprevisibilidade às disputas.

As eleições de meio de mandato ocorrem depois do controle da pandemia e do ataque de partidários do presidente Donald Trump ao Capitólio, em janeiro do ano passado.

Do lado democrata, o partido tenta mobilizar sua base para votar com o tema do aborto, depois que a Suprema Corte derrubou uma jurisprudência que garantia o direito à interrupção da gravidez em todo país. Para reverter essa decisão, dizem os democratas, seria necessária uma maioria nas duas casas para transformar o direito ao aborto em lei.

Do lado republicano, seus candidatos se beneficiam de uma série de fatores como economia instável, inflação alta e a questão da criminalidade.

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O republicano Mehmet Oz, à direita, é visto ao vivo em um monitor na tenda da mídia, ao lado de um cartaz do democrata John Fetterman, à esquerda Foto: Tom Gralish/The Philadelphia Inquirer via AP

A medida que a Câmara aparenta sair do alcance dos democratas, o controle do Senado é crucial para o partido, que perdeu cadeiras em todas as eleições de meio de mandato desde a administração de George W. Bush em 2002.

Para os democratas, grande parte do sucesso vai depender de seus candidatos ao Senado continuarem a subir acima dos baixos índices de aprovação do presidente Biden e do ambiente nacional. De acordo com a pesquisa Times/Siena, a posição de Biden é igual ou inferior à sua média nacional nos quatro Estados em questão, com o presidente em 36% no Arizona; 38% em Nevada; 39% na Geórgia e 42% na Pensilvânia.

Como as pesquisas mostraram durante várias semanas, os eleitores continuam focados em problemas como inflação e emprego, mais do que em questões sociais. Em três dos quatro Estados pesquisados, cerca de metade dos eleitores afirmaram que questões econômicas eram mais importantes para para decidir o voto no Congresso, em comparação com cerca de um terço que priorizou questões sociais. Os eleitores mais focados na economia estão migrando para o Republicanos, enquanto que os Democratas têm a maioria dos eleitores que votam principalmente em políticas sociais.

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