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TikTok proibido: Veja quais países barram a rede social chinesa por temores de segurança

Nos últimos meses, vários países impuseram restrições ao TikTok, temendo que ele pudesse ser usado para obter acesso aos dados de seus cidadãos

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Por Redação
Atualização:

LONDRES - Os Estados Unidos estão pressionando os proprietários chineses do aplicativo TikTok a se desfazerem da empresa, citando preocupações de segurança nacional. Se não concordar, o governo dos EUA pode tentar bani-lo.

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É a mais recente ação do governo americano contra o aplicativo, que pertence à empresa ByteDance, com sede em Pequim, e a outras empresas, incluindo algumas não chinesas. Nos últimos meses, vários países impuseram restrições ao TikTok, temendo que ele pudesse ser usado para obter acesso aos dados de seus cidadãos ou para espalhar propaganda pró-Pequim.

Mas as proibições encontraram resistência de defensores da liberdade de expressão, bem como oposição do governo chinês. A ByteDance negou as alegações de que é controlada por uma entidade governamental, apontando para sua fundação por empresários e seu financiamento de investidores institucionais internacionais.

Aqui estão alguns outros países que se moveram para restringir ou banir o TikTok.

Índia

O TikTok foi inicialmente banido na Índia em 2020 e a proibição tornou-se permanente em janeiro de 2021.

A mudança ocorreu depois que 20 soldados indianos foram mortos em um confronto de fronteira com tropas chinesas no Himalaia em junho de 2020.

As tensões aumentaram entre os dois países e a Índia impôs proibições a mais de 50 aplicativos chineses, incluindo o TikTok e o aplicativo de mensagens WeChat.

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Na época, a Forbes estimou que o TikTok poderia sofrer uma perda de até US$ 6 bilhões com a proibição de seu maior mercado fora da China.

Estados Unidos

Sob o governo de Donald Trump, as tensões aumentaram entre o TikTok e os Estados Unidos, com o presidente Trump ameaçando bloquear novos downloads do TikTok nos Estados Unidos em 2020. Essa proibição nunca entrou em vigor depois de ser barrada nos tribunais.

As tensões continuaram sob a presidência de Joe Biden. No mês passado o governo deu às agências governamentais 30 dias para excluir o TikTok de dispositivos do governo americano. Dezenas de Estados emitiram diretrizes proibindo o aplicativo em dispositivos estaduais, e o Congresso pressionou por uma proibição total.

O Comitê de Investimentos Estrangeiros dos Estados Unidos está em negociações com o TikTok há mais de dois anos, sendo o desinvestimento uma das opções apresentadas recentemente.

Canadá

O Canadá proibiu o TikTok em telefones de propriedade do governo no mês passado, logo após o anúncio dos EUA.

O governo canadense disse que realizou uma revisão do TikTok e “descobriu que apresenta um nível inaceitável de risco à privacidade e segurança”. O primeiro-ministro Justin Trudeau disse que a mudança “pode ser um primeiro passo, pode ser o único passo” que o governo precisava dar.

Taiwan

Taiwan proibiu o TikTok em celulares do governo em dezembro e está avaliando uma proibição nacional em meio às crescentes tensões com Pequim.

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O governo considerou o exemplo da Índia ao pensar sobre a eficácia da proibição total do TikTok. Mas não tirou conclusões concretas, já que muitos conseguem contornar a proibição total, de acordo com o Taipei Times, alterando suas configurações regionais ou usando uma rede privada virtual, ou VPN, que ajuda os usuários a contornar as restrições e ocultar o que fazem on-line.

União Europeia

O Parlamento Europeu, a Comissão Europeia e o Conselho da União Europeia impuseram proibições do TikTok nos dispositivos de funciopnários nos últimos meses.

“Esta medida visa proteger a Comissão contra ameaças e ações de segurança cibernética que podem ser exploradas para ataques cibernéticos contra o ambiente corporativo da UE”, disse a Comissão Europeia quando anunciou a proibição em fevereiro.

Estados membros da UE, como Bélgica e Dinamarca, proibiram o TikTok em telefones do governo.

Reino Unido

O governo britânico anunciou a proibição do TikTok em dispositivos governamentais em março.

O ministro do gabinete civil, Oliver Dowden, disse ao Parlamento britânico que foi uma medida preventiva, mas “prudente”, tomada após uma revisão do Centro Nacional de Segurança Cibernética, informou a BBC.

“A segurança das informações confidenciais do governo deve vir em primeiro lugar”, disse Dowden.

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Austrália

Ramos do governo australiano decretaram proibições semelhantes aos dispositivos do governo.

O Departamento de Mudanças Climáticas, Energia, Meio Ambiente e Água, o Departamento de Agricultura, Pesca e Florestas e os Departamentos de Defesa e Assuntos Internos disseram que os funcionários não podem baixar o aplicativo em seus telefones de trabalho, de acordo com o Sydney Morning Herald.

Indonésia

A privacidade e a tensão geopolítica com a China não são as únicas razões pelas quais o TikTok entrou em conflito com os governos.

A Indonésia proibiu temporariamente o aplicativo em 2018, citando preocupações como “pornografia, conteúdo impróprio e blasfêmia”. A proibição foi suspensa menos de uma semana depois que o aplicativo concordou em censurar parte de seu conteúdo.

Paquistão

O governo do Paquistão proibiu temporariamente o aplicativo pelo menos duas vezes devido ao que disse ser “conteúdo impróprio”.

Não é incomum que o governo do país censure a internet. No início deste mês, bloqueou a Wikipedia por conteúdo “blasfemo”. Horas depois, liberou o conteúdo.

Afeganistão

O Taleban anunciou a proibição do TikTok em 2021 para “evitar que a geração mais jovem seja enganada”, segundo a BBC.

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A proibição entrou em vigor, mas a revista Wired relata que os usuários encontraram maneiras de contornar as restrições por meio de VPNs.

Nova Zelândia

Os legisladores de Wellington também concordaram em proibir o aplicativo em dispositivos móveis com acesso à rede parlamentar do país, citando preocupações com a segurança cibernética.

Algumas exceções serão feitas para aqueles que precisam acessar o TikTok para fins de trabalho, disseram as autoridades. A proibição entrará em vigor no final de março, informou a Reuters.

O Ministério das Relações Exteriores da Nova Zelândia e as forças de defesa também disseram que proibiram o aplicativo em dispositivos de trabalho como uma “abordagem de precaução”.

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