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Venezuela critica Brasil por dar asilo a militares desertores

Governo Maduro afirma que os cinco homens que fugiram para o País são terroristas e atacaram base militar venezuelana

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Por Redação
Atualização:

CARACAS  - O governo do presidente Nicolás Maduro rechaçou neste domingo, 29, “categoricamente”, segundo um comunicado oficial, a decisão do governo brasileiro de dar status de refugiado aos cinco militares acusados pelo assalto ao Batalhão 513 na semana passada que se refugiaram no Brasil

No sábado, o Itamaraty emitiu uma nota conjunta com o Ministério da Defesa na qual informava que os militares iniciariam os procedimentos para a solicitação de refúgio no Brasil, “a exemplo de outros militares venezuelanos em situação similar” no País.

Venezuelanos na fronteira entre Venezuela e Brasil, em Santa Elena de Uairén Foto: William Urdaneta/Reuters

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Eles foram recebidos pela Força Tarefa Logística Humanitária Operação Acolhida após serem encontrados na reserva indígena de São Marcos, um vasto território no norte do Estado de Roraima, segundo explicou a nota do governo brasileiro.

“A República Bolivariana da Venezuela denuncia à comunidade internacional esta insólita decisão (do governo brasileiro) que confirma o padrão de proteção e cumplicidade de governos satélites dos EUA para agredir a paz da Venezuela por meio de mercenários que já confessaram seus crimes, sobre os quais existem provas, treinados, pagos e protegidos por governos de países vizinhos”. 

Para Caracas, ao conceder o refúgio, o Brasil estaria não apenas ferindo o direito internacional como também estaria “abrindo um precedente de proteção a pessoas que tenham cometido crimes flagrantes contra a paz e a estabilidade de outro Estado”. 

Na semana passada, o site Infobae informou que o assalto ao Batalhão de Infantaria Selva Mariano Montilla não se tratou de um levante militar ou uma tentativa de golpe, mas sim uma tentativa de reaver uma mina de ouro na região, que fica na fronteira com o Brasil. 

Acusado por Caracas, o governo brasileiro chegou a negar qualquer participação do País na invasão ao destacamento que acabou terminando com a morte de um militar leal ao regime Maduro. 

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