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Startup da semana: Jimdo

Empresa alemã que oferece plataforma para qualquer pessoa criar seu próprio site cresceu 200% no Brasil no último ano

Por Ligia Aguilhar
Atualização:

Empresa alemã que oferece plataforma para qualquer pessoa ou empresa criar seu próprio site cresceu 200% no País no último ano; fundador já planeja abrir escritório no Brasil 

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SÃO PAULO - Para uma startup nascida no interior da Alemanha, crescer 200% de um ano para outro a um oceano de distância é motivo para considerar uma mudança de estratégia. É o caso da Jimdo, que há seis anos oferece uma plataforma na internet paraqualquer pessoa criar um site ou loja virtual por conta própria. No ano passado, a empresa cresceu 60% em todo o mundo e 200% no Brasil, o que chamou a atenção dos fundadores que há dois anos adotavam uma estratégia low-profile no País.

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Um deles, Matthias Henze, desembarcou em São Paulo nesta semana para tentar entender por que o desempenho da empresa é tão bom no País e estudar a viabilidade de abrir um escritório por aqui.

Com sede em Hamburgo e outras três operações em São Francisco, Xangai e Japão, a Jimdo evita a todo custo abrir unidades em outros países. “Temos uma diferença de nove horas em relação a São Francisco, o que nos obriga a acordar de madrugada e atrasa a comunicação entre os escritórios”, explica Henze. “Acreditamos que as pessoas são mais criativas e produtivasjuntas”, diz.

Mas ocrescimento do número de pequenas e médias empresas no Brasil, um dos públicos-alvo da startup, além dos eventos esportivos dos próximos anos, levaram os empreendedores considerar umaexceção.

A Jimdo entrou no mercado em 2007, quando Henze e os amigos Christian Springub e Fridtjof Detzner foram morar em uma fazenda antiga no norte da Alemanha. Quando a ideia de criar o site nasceu, o trio participou de um concurso de plano de negócios e terminou premiado com € 18 mil, dinheiro usado montar o primeiro escritório.

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Desde então o crescimento é orgânico. Com 8 milhões de usuários quepagam anuidades que, no Brasil, variam deR$ 228 a R$ 600, a startup começou a dar lucro há três anos.O suficiente para eles recusarem a oferta de um aporte de oito dígitos recentemente. “Foi uma decisãoda qual não nos arrependemos. Estamos entusiasmados em continuar sendo uma equipe independente”, diz Henze.

O lema da empresa é “pages to people” (sites para todos) um conceito implícito no próprio nome da startup – Jimdo é uma abreviação da frase “Jim can do”, o que em inglês seria uma forma de dizer que a ferramentaé algo que “qualquer João pode operar”.

 

Na Europa, astartup é destaque por manter um estilo despojado e oferecer benefícios incomuns aos funcionários, como contratar Sam, o ex-chef de um renomado restaurante londrino, para preparar a refeição diária dos empregados. Eles podem ainda passar uma semana do ano trabalhando no escritório de São Francisco ou pegar as chaves da antiga fazenda no norte da Alemanha onde tudo começou e passar alguns dias isolados para desenvolver um projeto em especial.

Outras ações especiais são desenvolvidas por uma diretora de qualidade de vida, que promove uma série de programas para aumentar a interação entre os funcionários ao longo do ano.

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Mas apesar da cultura corporativa que preza pela simplicidade típica do interior, os planos da Jimbo de liderar o mundo não são nada modestos.

A startup quer se tornar a maior plataforma de criação de sites do mundo, à frente de grandes concorrentes internacionais como a Wix, que tem 25 milhões de usuários e escritórios em quatro países, e a brasileira Locaweb,líder em serviços de hospedagem no Brasil e na América Latina, segundo o IDC.

Ao menos no Brasil, a aposta é que o o mercado vai render negócios mesmo que a economia comece a desacelerar. “Na Europa a crise foi uma oportunidade. A Itália e a Espanha sofreram muito e hoje são alguns dos países mais interessantes para nosso negócio”, diz. “Isso acontece porque nacriseasempresas procuram formas de economizar enquantoas pessoas criam negócios em busca outras fontes de renda”, justifica.

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