Bovespa fecha em alta de 0,29%, com movimento de leve correção

O principal índice da Bovespa fechou em alta nesta quarta-feira, com ações que recuaram na véspera recuperando parte do terreno perdido e investidores à espera da divulgação da ata da última reunião de política monetária do banco central norte-americano.

PRISCILA JORDÃO, Reuters

08 de janeiro de 2014 | 17h57

O Ibovespa teve variação positiva de 0,29 por cento, a 50.576 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 6 bilhões de reais.

Papéis como os da Petrobras, Vale, Itaú Unibanco, ALL e BM&FBovespa, que recuaram na terça-feira, quando o índice perdeu 1,07 por cento, impulsionaram a bolsa a fechar no azul nesta sessão.

"É uma correção dos preços depois da queda de ontem, papéis como a Petrobras estavam baratos. (O mercado) fica atrativo e o pessoal compra para fazer giro", afirmou o gerente de renda variável da H.Commcor, Ariovaldo Santos.

As perdas na terça-feira foram motivadas por declarações do diretor responsável por ratings soberanos da Standard & Poor's, Joydeep Mukherji, de que a agência pode rebaixar a classificação de risco do Brasil neste ano, um dia após a Moody's dizer que pode mudar a perspectiva para o país.

Segundo Santos, da H.Commcor, a advertência contribuiu para deixar muitos investidores sem saber que decisão tomar, em um momento em que especialistas avaliam que a bolsa está sem direção definida.

"O mercado perdeu um pouco a tendência, porque oscila entre os 50 mil e 52 mil pontos. Nessa faixa, fica fácil se ajustar a quedas anteriores. (A bolsa) deve começar a tomar ritmo quando um desses extremos for ultrapassado", afirmou o analista Raphael Figueredo, da Clear Corretora.

A sessão desta quarta-feira foi marcada ainda pela expectativa do mercado sobre a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, o banco central norte-americano, divulgada às 17h, horário de fechamento da Bovespa.

O documento mostrou que muitos integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) defenderam proceder com cautela na redução das compras de títulos, e a maioria quis destacar que novas reduções não têm trajetória definida.

Ainda no exterior, dados de emprego no setor privado dos EUA tiveram pouco impacto sobre o mercado brasileiro.

No lado corporativo, as units do Santander Brasil subiram 2,55 por cento, após o banco informar na terça-feira que remunerará os acionistas em 6 bilhões de reais.

Eletropaulo e Prumo Logística, ex-LLX, encabeçaram a lista das maiores perdas

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