Chávez diz que reféns da Farc já estão em liberdade

Presidente venezuelano afirmou ter falado com Clara e Consuelo por telefone.

Claudia Jardim, BBC

10 de janeiro de 2008 | 16h05

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) soltaram nesta quinta-feira as reféns Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo, que estavam em cativeiro havia seis anos. "Há dez minutos, recebi uma mensagem direto do ponto em que as Farc deram as coordenadas. Audivelmente emocionado, o ministro Ramón Rodríguez Chacín me disse que estava naquele momento recebendo Clara e Consuelo das mãos de um comando das Farc", disse. "Saudei a um membro das Farc, saudei a Clara e Consuelo, que estão em boas condições", disse Chávez. O presidente venezuelano disse que o helicóptero de resgate estava prestes a levantar vôo em direção à Venezuela e devem chegar em três horas à capital Caracas.Primeira tentativaOs parentes das reféns, em cativeiro há mais de seis anos, chegaram a Caracas no dia 27 de dezembro, quando ainda tinham esperanças de que o resgate pudesse ocorrer antes do Ano Novo. Na primeira tentativa de resgate das reféns, frustrada no dia 31, as Farc acusaram o governo da Colômbia de ter aumentado a ofensiva na selva, o que teria impedido a guerrilha de entregar os reféns. Pouco tempo depois, a partir de uma hipótese levantada pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, veio à tona a informação de que o menino Emmanuel, que estaria em cativeiro com a mãe Clara, estaria em um orfanato em Bogotá.AutorizaçãoA operação de resgate foi autorizada pelo governo da Colômbia na quarta-feira imediatamente após o presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciar que havia recebido as coordenadas das Farc sobre a localização em que seriam entregues as reféns. Em dezembro, as Farc anunciaram que entregariam os reféns como um "ato de desagravo" ao presidente Chávez e aos familiares dos reféns, em resposta à decisão de Uribe de terminar com a mediação do presidente venezuelano no acordo humanitário entre a guerrilha e o governo da Colômbia. Para os familiares dos seqüestrados, a libertação de Clara e Consuelo reacende a esperança sobre a concretização de um acordo humanitário mais amplo, interrompido desde o fim da mediação de Chávez, que previa a libertação de 43 reféns em troca de 500 guerrilheiros presos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.