Chuvas continuam atrasando plantio de milho na Argentina

As chuvas na semana passada em grandes áreas da Argentina desaceleraram o avanço do plantio de milho da safra 2012/13, cuja área originalmente prevista pode não ser utilizada depois de meses marcados por fortes tempestades, informou nesta quinta-feira a Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

Reuters

20 Dezembro 2012 | 18h59

O país sul-americano é o segundo maior exportador de milho, mas o alto nível de chuvas registrados desde agosto deixou um vasto território submerso, levando a temores de que a área plantada com cereais fique abaixo dos 3,4 milhões de hectares estimados pela entidade.

"O resultado de chuvas previstas para as próximas semanas definirá a possibilidade de concluir ou não o plantio pendente, bem como definirá a evolução das lavouras recentemente implementadas", disse a Bolsa em seu relatório semanal de grãos.

O excesso de água no solo impede o acesso das máquinas de plantio e também pode gerar perdas na produtividade das culturas já existentes.

Até quinta-feira, os agricultores locais tinham coberto 67 por cento da área prevista para o milho para a safra 2012/13 calculada, marcando um aumento de 6 pontos percentuais ante a semana anterior e um atraso de 7,6 pontos percentuais ante o ritmo da temporada passada.

SOJA

Em relação ciclo de soja 2012/13, a Bolsa disse que o plantio evoluiu favoravelmente durante os últimos sete dias, e que as áreas que não podem ser plantadas por excesso de água poderiam ser compensadas ??com áreas maiores dedicadas às lavouras de soja tardia.

O país sul-americano é o maior fornecedor mundial de farelo de soja e óleo, e o terceiro de soja em grãos.

Até quinta-feira, os agricultores locais tinham implementado 73,6 por cento dos 19,7 milhões de hectares de soja previstos para a safra 12/13, o que representa uma melhoria de 10,3 pontos percentuais ante a semana anterior, e dois pontos atrás do ritmo na última temporada.

TRIGO

A Bolsa disse que a colheita de trigo transcorreu sem dificuldades na semana passada e que a produtividade obtida pela cultura --prevista em apenas 9,8 milhões de toneladas-- é desigual.

Grandes regiões tritícolas da Argentina, um exportador-chave de grãos, foram afetadas pelas fortes chuvas de agosto a outubro, o que levanta sérias preocupações sobre a produção.

Até quinta-feira, os agricultores locais tinham colhido 58,4 por cento da área cultivada com trigo, refletindo uma melhoria de 16 pontos percentuais ante a semana anterior, mas um atraso de 6,6 pontos em relação ao ritmo da temporada 2011/12.

Na quinta-feira, o Ministério da Agricultura reduziu sua previsão para a safra de trigo 2012/13 para 10,5 milhões de toneladas de 11 milhões estimado anteriormente.

(Reportagem de Maximiliano Rizzi)

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