Dilma ironiza slogan 'o Brasil pode mais' de Serra

A pré-candidato do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ironizou nesta sexta-feira o slogan da campanha de seu principal adversário, José Serra (PSDB), que vem repetindo a frase "o Brasil pode mais".

REUTERS

04 de junho de 2010 | 17h28

"A gente quer fazer mais e nós podemos fazer mais porque temos um legado digno", disse a ex-ministra durante plenária nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP), citando como uma das realizações do governo o crescimento econômico com distribuição de renda.

Dilma, que está tecnicamente empatada nas pesquisas de intenção de voto com o tucano, lembrou ainda que participou do governo Luiz Inácio Lula da Silva desde 2003

"Sabemos que tem muito para fazer. Sabemos quem pode fazer... tenho uma grande honra nesse processo que é saber o que fazer, como fazer e o caminho."

Tratada pelos presentes como candidata mesmo antes do ínicio oficial da campanha, Dilma foi aplaudidada pelos participantes quando disse que a oposição tinha o projeto de privatizar a Petrobras.

POLÊMICA DOS DOSSIÊS

Antes de participar do evento, Dilma Rousseff classificou de "falsidade" a acusação do PSDB de que seu comitê de campanha preparou dossiês contra opositores.

A mídia reportou nos últimos dias que a campanha de Dilma teria produzido dossiês que envolvem pessoas ligadas ao pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra. O tucano responsabilizou Dilma e disse que o PT tem tradição em produzir documentos com acusações contra adversários.

"Eu acho uma falsidade, uma ignomínia," disse a petista a jornalistas antes de paticipar de evento promovido pela Federação Única dos Petroleiros.

"Tais dossiês, se existem, não foram produzidos por nós... estou claramente sendo injustiçada."

O PT já havia informado que cobrará Serra na Justiça pelas declarações. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, explicou que a interpelação só será protocolada na segunda-feira porque a Justiça de São Paulo está em recesso nesta sexta.

(Reportagem de Fernando Exman; Edição de Alexandre Caverni)

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