Fórum dos leitores

O PREÇO DOS REMÉDIOS

O Estado de S.Paulo

04 Abril 2016 | 04h00

Estou convencido de que o assunto mais importante atualmente é a situação política e econômica do Brasil. Aliás, todas as cartas publicadas no “Fórum dos Leitores” tratam destes assuntos. Na qualidade de aposentado e com idade acima de 80 anos, gostaria de tratar de um assunto de interesse de grande parte da população brasileira: na farmácia onde compro os meus remédios, li na última semana um aviso de que os remédios sofreriam aumento de preços a partir do dia 31 de março. Acho que isso é um assalto à nossa existência! Será que, num período de crise como o que passamos, a indústria farmacêutica não pode diminuir seus lucros? E isso tudo está sendo posto em prática com a concordância da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou de algum departamento do Ministério da Saúde.

Sorin Premisleaner irina.sorin@uol.com.br

São Paulo

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O APAGAR DE UM POSTE

A cada dia que passa, a presidente Dilma Rousseff reúne no Palácio do Planalto, ao contrário de antes, que fugia deles como o diabo da cruz, um grupo escolhido a dedo para gritarem “não vai ter golpe!”. Na semana passada foi de ministros, passando por pessoas simples representando o programa Minha Casa, Minha Vida e culminando na quinta-feira com artistas (que provavelmente saíram de bolso cheio com verbas da Lei Rouanet). Só restaram mesmo à presidente as quatro pareces do palácio, porque em qualquer lugar a que vá hoje Dilma ficará à mercê das vaias. Triste apagar de um poste.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ATO NO PLANALTO

O evento do Minha Casa, Minha Vida no Planalto, utilizado por Dilma como palanque para atacar o impeachment, parecia um daqueles programas de auditório em que a plateia é antecipadamente treinada por “macacos de auditório” para interagir com o apresentador. Dilma, agora, apela para o ridículo programado, quando antes promovia só o ridículo espontâneo.

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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ABERRAÇÕES

Gostaria de saber quando a Procuradoria-Geral da República vai intervir na atuação da “presidanta” dentro do Palácio do Planalto, fazendo deste um palanque político eleitoral, onde a todo momento participam os canalhas do MST, os sindicalistas vestidos de vermelho e os puxa-sacos coniventes com a corrupção do desgoverno? Por que eles podem tudo e a Justiça não atua? Pode ela também fazer do Palácio um mercado de compra de votos contra o impeachment? Pode o “molusco” ex-presidente ficar hospedado num hotel em Brasília, comprando esta cambada de políticos safados? Gostaria que alguém se posicionasse sobre essas aberrações.

 

José Saez jsaez2007@gmail.com

Curitiba

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PÚBLICO ALVO

Com tanto desemprego, para quem dona Dilma vai vender a nova fase 3 do programa Minha Casa, Minha Vida? Não seria melhor investir em infraestrutura?

Milton Bulach bulach@gmail.com

Campinas

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A NAVE

Parece haver a certeza de que o governo Dilma finda. Neste espetáculo, a Operação Lava Jato desnuda o rei, demonstrando que partidos e a grande maioria dos congressistas beijam a mão da empreiteira Odebrecht. Neste ambiente sombrio, o curso segue seu leito na direção do mar, desembocando no processo de impeachment da presidente (“golpe”, grita ela em estertor). “Defenderei até a morte”, diz Lula. “O País será incendiado”, agita Guilherme Boulos. Palavras vãs, já que fatos concretos, como o desemprego, a inflação e o retrocesso social falam mais alto ao bolso do povo brasileiro. Alguns oposicionistas mais açodados revelam seus intentos num suposto novo governo, embora a faceta antagônica nem sempre tenha sido explicita ante fatos controversos. Os protagonistas deste recomeço sofrem processo de envolvimento em atividades ilícitas, ou têm seus nomes vinculados aos métodos político-eleitorais pouco ortodoxos, até agora vigentes. A comprovação e penalização no ilícito encerrará suas atuais pretensões. E la nave va...

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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QUE GOLPE?

A economia brasileira está sofrendo com a falta de confiança dos investidores internacionais e o Itamaraty resolve espalhar o boato de que estão tramando um golpe de Estado no Brasil para piorar ainda mais a imagem do Brasil em todo o mundo. Que golpe? Um golpe imaginário, idealizado por marqueteiros do próprio governo para motivar seus seguidores em sua defesa? O processo de impeachment NÃO é golpe, está previsto na Constituição. Se a presidente da República está tão confiante na sua inocência, não deverá ter dificuldades na sua defesa. Portanto, não deveria estar insuflando a parcela do povo brasileiro que a defende com o boato de que existe uma tentativa de golpe no Brasil. Como atual representante maior da República brasileira, deveria zelar pela imagem do Brasil. O povo brasileiro espera que medidas enérgicas sejam tomadas com a pessoa do Itamaraty que espalhou este boato para todo o mundo. O Brasil é muito maior que qualquer partido político e merece mais respeito.

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

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QUEM É GOLPISTA?

Bem no estilo lulopetista, enfrentada por rejeição popular recorde de 82% (pesquisa do Ibope), abandonada pelo PMDB, seu maior aliado político, a presidente Dilma Rousseff aproveita um ato oficial para atacar, classificando como golpe o processo democrático de impedimento em curso. Bravatas à parte, ela deu duros “golpes” contra o povo brasileiro, começando pelo uso das pedaladas fiscais para sustentar o estelionato eleitoral de 2014, passando pelo desastre de seu desgoverno que resultou em desemprego e inflação de dois dígitos, quebra da indústria e comércio, deterioração geral dos estados de saúde pública (H1N1, dengue e zika), educação, segurança, e por aí vai. Golpe? Ora, ora, sra. presidente!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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BASTA

Golpe, sra. Dilma, é o que vocês vêm praticando: economia em queda, desemprego maciço, que somou simplesmente em um ano mais de 1 milhão de desempregados, que, junto com seus dependentes, atingem mais de 3 milhões de pessoas. Golpe, sra. Dilma, é desestabilizar até o nosso STF, com seus pedidos absurdos, querendo encobrir seus desmandos e os de seu construtor. A sra. convive muito com mentiras. Basta.

Ricardo Guilherme ricardoeeunice@icloud.com

Monte Alegre do Sul

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URGÊNCIA

A crise política que vivemos hoje está tornando a situação econômica cada vez pior. É necessário termos uma solução urgente para, no mínimo, pararmos de cair. Sugestão: que a Polícia Federal investigue os contratos do BNDES e da Eletrobrás para que não sobrem dúvidas (se é que existem) quanto ao danoso esquema de corrupção do governo federal, e, assim, permitir a mudança rápida, e também que o Poder Judiciário e as Forças Armadas assegurem a paz social e institucional necessária para o processo de transição. Não se pode permitir ameaças à população civil, vindas de carrapatos políticos apoiados pela fraquíssima presidente da República.

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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IMPEACHMENT NA CÂMARA

O ministro Nelson Barbosa, quando acesso de Guido Mantega, participou da farsa de 2014/2015 na economia do Brasil e no Ministério da Fazenda. Comparece, agora, como testemunha de defesa perante a comissão do impeachment na Câmara dos Deputados. Algo está errado nesta novela. Aí, sim, nos parece um golpe do próprio envolvido. Só falta pedir testemunho dos srs. Miguel Rossetto, Aloizio Mercadante, Jaques Wagner e de José Eduardo Cardozo.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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A RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA

Concordo com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, de que a economia se recuperará após a estabilização política. E, para que isso ocorra, precisamos nos livrar o mais rápido possível da “presidenta” Dilma e de seus ministros incompetentes, entre eles o próprio Nelson Barbosa. Tchau, “queridos”.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

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A BANDA FARSANTE, DIGO, FLEXÍVEL

Esse governo tem uma compulsão infinita por mentiras e irresponsabilidades fiscais. Há poucos dias, o Exmo. Sr Ministro da Fazenda veio pedir uma autorização para executar um déficit primário de meros R$ 96 bilhões. Mais uma mentira. Nos últimos 12 meses, o déficit já está em R$ 130 bilhões. A tal banda fiscal flexível rapidamente mostrou todas as suas cores. A se repetir o nível de seriedade e credibilidade fiscal desse governo, impulsionada por uma chefe de estado decidida a “fazer o diabo” para também permanecer no poder, apertem os cintos para mais um recorde nunca visto na história deste país. Ao toque alto da banda, caminhamos firmes e fortes para a hiperinflação.

Oscar Thompson OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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CHORÃO

Cada vez mais, as fotos do ministro Nelson Barbosa mostram a cara de um bebê chorão em aflição. Já que o Congresso não lhe vai dar a CPMF, ao menos poderia dar-lhe uma chupeta ou uma mamadeira com chá de camomila. Talvez assim sua espera pela defenestração do atual (des)governo possa ser-lhe mais suportável.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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A RETOMADA

O importante, agora, é colocar o Brasil no rumo certo, controlar a inflação, criar postos de trabalho, reativar o parque industrial, melhorar a saúde e a educação. Somos brasileiros e queremos o bem comum. Ninguém está à margem da lei e os crimes cometidos deverão ser punidos. As ideias dos diversos grupos devem ser igualmente respeitadas, mas, acima de tudo, queremos viver em paz, protegidos por instituições eficientes, empenhadas em trabalhar para a Nação, baseadas na honra e na honestidade.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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INDÚSTRIAS FECHADAS

O “Estadão” de 28/3/2016 (página B1) publicou uma alarmante notícia: “Crise provoca fechamento de 4.451 indústrias em SP”. Esse número do ano passado, somado ao de 2014, totaliza mais de 8 mil indústrias fechadas em dois anos. Esse estarrecedor fato ocorre no mais poderoso Estado da União, o Estado de São Paulo, cuja economia é a 19.ª economia do mundo ou a 5.ª das Américas. A desindustrialização em curso no Brasil chegou a patamares preocupantes. A indústria, que já teve 35% de participação no PIB, hoje ostenta um acachapante 9% e continua caindo. No final dos anos 60, o Brasil optou pela industrialização como forma de desenvolvimento acelerado. Rodovias, hidrelétricas, grandes condomínios industriais em milhares de cidades foram construídos e crédito abundante resultou num poderoso parque industrial que só perdia para nações altamente industrializadas. Hoje, o agronegócio, que dá uma sustentação superavitária à economia do Brasil, teve seu desenvolvimento graças às modernas máquinas agrícolas produzidas pela nossa indústria. Esta destruição da nossa indústria tem as digitais deste governo corrupto de origem sindicalista e fortemente inimigo do progresso industrial. Não podemos aceitar que esses corruptos quadrilheiros instalados no poder conduzam o Brasil de volta ao estágio de país agropastoril do início do século passado.

Wilson Sanches Gomes sancheswil@hotmail.com

Curitiba

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PÁTRIA AMADA, BRASIL

O que está acontecendo no Brasil?: ordem e progresso ou desordem e regresso?

Antonio Godinho godinho.antonio80@yahoo.com.br

São Paulo

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RECORDES NEGATIVOS

Pela maneira como esse governo corrupto, sujo e desonesto vem manipulando indecentemente e aniquilando o País junto com a sua população, só colhemos grandes decepções, quebrando todos os recordes negativos possíveis e imagináveis. Basta ver este último: tivemos um rombo de R$ 25 bilhões nas contas públicas em fevereiro, o que fez com que em 12 meses o déficit acumulado chegasse a R$ 131,8 bilhões, nada menos que 2,2% do nosso PIB.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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NÃO VÊ QUEM NÃO QUER

É com muita hipocrisia que falam em democracia – aviltando essa palavra! Como se fosse cabível, como se fosse possível, depois de roubar o povo para se manter no poder, para se eleger de novo. Depois de aparelhar todo o Estado ao seu querer; de a nossa Pátria saquear; a economia afundar provando que é incompetente; mentir descaradamente e querer manipular a justiça que é para todos – como se fosse este país uma ditadura! Falar em democracia depois dessas atitudes é ter muita cara dura. Jamais o nosso país foi assim tão aviltado! Não há esmola para o povo que o mantenha enganado. Pobre de quem não quer ver, nem ler, nem sequer ouvir, ou não consiga sentir a tristeza, a incerteza dos milhões de brasileiros aflitos, desempregados, doentes, desesperados, famintos e enganados.

Maria Toledo Arruda Galvão de França mariatagalvao@gmail.com

Jaú

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A CRISE TEM NOME

“A Operação Lava Jato é uma necessidade para este país”, disse o responsável pelo maior roubo já visto na história deste país: “Eu queria que vocês procurassem a força-tarefa, procurassem o juiz Moro pra saber se eles estão discutindo quanto essa operação já deu de prejuízo à economia brasileira”. Nesse jogo de palavras, o incitador da desordem cobra de quem está trabalhando honestamente para expor ao Brasil os crimes de corrupção do governo petista! Enquanto a sociedade espera ver a justiça sendo feita. Antes de mais nada, essa gente precisa pagar pelos prejuízos e ir para a cadeia. Se há alguém responsável pelos prejuízos, o desemprego, a inflação, a economia desastrada, a crise moral e política, esse alguém se chama Lula. Ele e sua companhia. Sua companhia é extensa, comprou partidos, empresários, militontos, sindicalistas e todo tipo de gente que se vendeu em troca de bilhões ou centavos, dependendo da classe. Agora, sim, este é o país que temos, destruído, afundado em dívida e desacreditado no mundo. Essa crise tem um nome: Lula/Dilma e suas ramificações. São esses que choram, pois a queda do império está próxima. Basta que a Justiça enxergue a realidade e abandone a ideologia barata de países comunistas.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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POLÍTICA ENGANOSA

PT, um partido que em 2003 tirou alguns brasileiros da pobreza e, em 2016, colocou uma quantidade muito maior na miséria.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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RENUNCIE, DILMA

O atual estado desesperador da nossa economia, com todos os seus setores estagnados, com o comércio deixando de comprar porque não está vendendo, com as indústrias parando de produzir por falta de encomendas, com uma incerteza generalizada que faz com que as pessoas deixem para amanhã o que não precisam obrigatoriamente fazer hoje, faz com tenhamos a cada dia a divulgação de sempre piores índices de avaliação. Nunca uma notícia boa. É o desemprego, a queda no poder aquisitivo das famílias, a inflação de dois dígitos, a queda do PIB e por aí afora. Por uma questão de reconhecimento da sua total incapacidade como governante, e por patriotismo que ela diz possuir, a presidente Dilma deveria fazer um grande favor ao Brasil renunciando ao cargo para o qual foi erroneamente eleita. Erro esse que uma parte considerável dos seus eleitores já declarou ter cometido.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CRISE ANTIGA

Revendo as recordações do passado, tempo em que eu viajava o Brasil inteiro a serviço de uma empresa, deparei-me com uma foto em que eu estava num hotel em João Pessoa (PB) e na fachada do hotel estava escrito em letras garrafais: “Fora Fernando Henrique Cardoso”. Na verdade, não me interessei em saber qual era o significado real daquela frase, até porque naquela época o Brasil tinha uma inflação astronômica e o povo estava vivendo dias difíceis. Hoje, quando vejo pessoas se manifestando nas ruas gritando “Fora Dilma”, me veio à mente aquela frase escrita na fachada do hotel e, o que é pior, passadas duas décadas, hoje podemos ver este mesmo Fernando Henrique Cardoso pedindo a saída de Dilma Rousseff. É como diz um velho ditado: as pessoas se sentam sobre o seu próprio rabo e ficam reparando no rabo dos outros. Como tenho certeza de que o jornal o “O Estado de S. Paulo” jamais irá publicar esta carta, espero que pelo menos alguns auditores que sejam jovens a leiam e fiquem sabendo que este “mar de rosas” que o PSDB prega de fato nunca existiu, até porque, como qualquer outro partido político, no PSDB também existem muitos picaretas.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O MESSIAS MICHEL TEMER

Deus realmente é brasileiro. Ama muito o Brasil. Tanto que mandou uma alma pura, Michel Temer, de coração despojado, para livrar o Brasil de todos os males, amém. Deus transformou os lobos maus em cordeiros, e Temer em Messias. Juntos com Temer, arcanjos notáveis, cheios de amor e dedicação, como Moreira Franco, Romero Jucá, Henrique Alves, Eliseu Padilha e outros imaculados com menos asas nas costas. Com o desprendido Michel Temer dando as cartas, o Brasil iluminará os lares brasileiros com fartura na mesa e emprego. Além de oferecer ao mundo belas lições de humildade e fé na coisa pública.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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O BRASIL E SEUS VICE-PRESIDENTES

Desde a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, o Brasil já teve 36 presidentes, dos quais diversos vice-presidentes assumiram a principal cadeira do Poder Executivo, ora por um motivo, ora por outro, conforme segue: Já de saída nosso primeiro presidente, o marechal Deodoro da Fonseca, se viu obrigado a abdicar pela crise da Revolta da Armada. Seu vice, o também marechal Floriano Peixoto, terminou o seu mandato, ficando muito mais tempo no comando do país do que o previsto por lei. Prudente de Morais, terceiro presidente brasileiro e primeiro civil a ocupar cargo tão relevante, sofreu um atentado, no qual o ministro da Guerra acabou morto a facadas para defendê-lo, chocando a opinião pública. Logo chegariam aos culpados, entre os quais estava o vice-presidente, Manuel Vitorino. Campos Salles foi o quarto presidente e completou o seu governo, seguido por seu amigo pessoal, Rodrigues Alves, que foi por sua vez sucedido por seu vice, Afonso Pena, vencedor das eleições. Eles eram colegas de faculdade, mas Alves não apoiou a campanha de Pena, cujo destino não o deixaria terminar o seu mandato. Com a morte de Afonso Pena o vice Nilo Peçanha assumiu a presidência do Brasil. Morais, Salles, Pena e Rodrigues Alves eram todos advogados. Hermes da Fonseca, oitavo presidente do Brasil, era militar e sobrinho de Deodoro, e completou o seu governo, tendo sido legalmente sucedido por seu vice Wenceslau Brás, eleito pela maioria. Nas eleições seguintes venceu Rodrigues Alves, que caiu doente e morreu vítima da gripe espanhola antes de tomar posse, tendo sido substituído por seu vice, Delfim Moreira, décimo presidente do Brasil. No governo de Epitácio Pessoa quem morreu foi o vice, Delfim Moreira, e no de Arthur Bernardes tudo seguiu como previsto, embora os movimentos tenentistas tenham dado muito trabalho para o governo. Em 1930 Washington Luís, advogado como os três presidentes anteriores, foi deposto a um mês do término do seu mandato pelas forças revolucionárias. Deveria ter sido sucedido por Júlio Prestes, legalmente eleito, mas foi sucedido por uma junta composta por Tasso Fragoso, Isaias de Noronha e João Mena Barreto, que entregou o poder ainda em 1930 para Getúlio Vargas, aquele que governaria por longos quinze anos, em um regime ditatorial. Vargas foi sucedido interinamente por José Linhares, no cargo por apenas três meses. Depois veio o general Dutra, apoiado por Getúlio, o qual acabou sendo eleito legalmente em 1951. Envolvido em escândalos políticos Getúlio Vargas preferiu suicidar-se, em 1954, tendo sido sucedido por seu vice-presidente, Café Filho, que acabou sendo deposto e substituído por Carlos Luz, por míseros três dias, e por Nereu Ramos, que havia sido vice-presidente no governo do general Dutra. Em 1956 assumiu o médico Juscelino Kubitschek, vigésimo primeiro presidente do Brasil, o qual não só terminou o seu mandato, como cumpriu  a promessa de construir Brasília em apenas cinco anos. Em seguida foi eleito Jânio Quadros, mais um advogado, que abdicou alguns meses após ter tomado posse, por motivos nunca explicados. Foi sucedido por seu vice, João Goulart, que também não completou o governo, deposto pelo Golpe Militar de 1964. A ele se seguiram Ranieri Mazzilli, que ficou pouco mais de dez dias à frente da administração brasileira, Castelo Branco, Costa e Silva – em cujo governo foi instituído o temido AI-5 e que morreu três meses após ter deixado a presidência, a Junta Militar de 1969, Médici, Geisel e Figueiredo. Em 1985, com a redemocratização, o país se encheu de esperança com o governo de Tancredo Neves, que adoeceu e faleceu antes mesmo de tomar posse. Em seu lugar assumiu mais um vice-presidente, o poeta e advogado José Sarney, sempre ligado ao período em que o Brasil foi corroído por inflações altíssimas. As eleições de 1989 dividiram o país e foi eleito Fernando Collor, o caçador de marajás que terminaria sendo o primeiro presidente brasileiro a sofrer processo de impeachment – e que renunciou, sendo sucedido por seu vice, o engenheiro mineiro Itamar Franco. Depois viriam os anos do presidente sociólogo Fernando Henrique Cardoso, por dois mandatos, e que foi sucedido pelo ex-sindicalista Luís Inácio Lula da Silva, aquele que culpava FHC por todas as mazelas brasileiras. Por mais difícil que possa parecer Lula conseguiu eleger sua sucessora, a ex-terrorista Dilma Rousseff, que jamais havia ocupado qualquer cargo relevante e que foi reeleita para um segundo mandato no maior estelionato eleitoral desde a Proclamação da República. Dilma, que não é capaz de obedecer nem as leis ortográficas do país, insistindo em ser chamada de “presidenta”, esta a frente de um governo moribundo, que chafurda até as orelhas em uma gigantesca crise política e moral que toma conta do Brasil, imerso na maior crise financeira dos últimos anos e com sua população instada a dividir-se entre “nóis” e eles. Como cidadã acompanho o desenrolar desta crise na esperança de que a ética e a correção voltem a fazer parte dos noticiários, e que haja uma retomada do desenvolvimento, sustentável, com respeito e segurança para todos. Parece que estamos prestes a, mais uma vez, ter como presidente um vice. Tomara! Ainda que ele seja o Michel Temer...

Fernanda Disperati Gallas fernanda@disperati.com.br

São Paulo

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NÃO RESOLVE

O simples afastamento de Dilma e do PT do poder não é a solução. Se o PMDB com Temer, Renan, Romero Jucá, Cunha “et caterva” assumir o comando, é trocar seis por meia dúzia (talvez ainda pior). Durante 13 anos, o partido deu sustentação a um governo incompetente e corrupto. A oposição sempre foi conivente e covarde. Pensar que estão preocupados com o Brasil é muita ingenuidade. O PMDB quer o poder para ter cargos e influência para enriquecer a sua turma. A oposição quer eleições para satisfazer as ambições de seus líderes (Aécio, Serra, Alkmin e Marina). A sociedade que paga altos impostos e não recebe o devido retorno em benefícios e sustenta toda essa corja tem de pressionar para uma urgente reforma política profunda (as demais virão em seguida) e leis severas anticorrupção. Se não, veremos o PT na oposição com sua habitual truculência agitando o País e Lula voltará, com todo o seu poder e glória, a governar o Brasil.

Paulo Boin boinpaulo@gmail.com

São Paulo

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O PMDB NO PODER

Eis que o PMDB está por conseguir uma incrível façanha: uma vez mais, sem o voto direto, pode chegar à Presidência da República. Resta saber se Temer entrará para a História como o desastre que foi Sarney ou como o restaurador da união nacional, papel do falecido Itamar.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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‘REPACTUAÇÃO’

Para os “petralhas”, suborno e corrupção oficial passam a se chamar “repactuação”. O pior é que os caras de pau que dizem isso e nem vermelhos ficam, pois já são vermelhos por natureza.  O que esperar deste pobre Brasil com essa gentalha no “pudê”?

Ariovaldo Marques arimarques.sp@gmail.com

São Paulo

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TROCA

O Palácio do Planalto virou banca de escambos. Partidos entregam a Pátria em troca de um ministério.

Dionysio Vecchiatti dio.vecchiatti@terra.com.br

Valinhos

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ESTAMOS DE OLHO

A se materializar a deposição de Dilma (oxalá!), os holofotes estarão postos no novo governo, com reais chances de fazer o que se deve, especialmente nas contas públicas. Não poderá ser maquiagem, é o momento de cortes profundos, reformas de peso, coragem.  Preservar os investimentos indispensáveis, sem tocar nos gastos sociais, é o desafio. Dispensar “aspones”, extinguir ministérios, aglutinando-os, rever a relação internacional (chutar o top! top!), etc. Que o sr. Temer não repita a forma como se elegeu, no passado, presidente da Câmara. Racionalize o uso do helicóptero e avião, inclusive para outros membros do governo, cartões corporativos, etc. Dê o exemplo, que frutifica.

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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A REAÇÃO

A reação do líder do PT na Câmara, Afonso Florence, acusando Michel Temer de golpista após o anúncio oficial do rompimento do PMDB com o governo traduz bem o modo de pensar do partido do governo: se não é mais amigo, então é inimigo. O PT definitivamente não consegue manter alianças. Não foi o PMDB que desembarcou, foi o PT que provocou seu desembarque.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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NINGUÉM VOTOU NELE?

Deixa ver se entendi: nenhum petista votou em Michel Temer?

Ricardo Sanazaro Marin rickmarin75@hotmail.com

Osasco

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O MAR NÃO ESTÁ PARA PEIXE

Os milhões de brasileiros que esperam ansiosamente o desfecho deste processo de impeachment da presidente precisam saber que a tramitação dos “embargos infringentes” e os “pontos fora da curva”, as liminares com um verdadeiro exército dos mais gabaritados advogados das melhores bancas, vão fazer “o diabo” para livrar Dilma Rousseff de um castigo merecido por todo o mal que fez ao País. A saída da cena do maior aliado político deixou o incrédulo governo como cego em tiroteio. No cenário político nacional só se destilam rivalidade e ódio a ponto de a presidente Dilma cancelar uma viagem aos Estados Unidos para que o vice Michel Temer, do PMDB, não assumisse por alguns dias a Presidência. Dilma arma um balcão do “toma lá dá cá” e talvez nem tenha tempo de distribuir os mais de 600 cargos disponibilizados pelo PMDB.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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JEFFERSON ESTÁ DE VOLTA

A franqueza do detonador do mensalão, Roberto Jefferson, é admirável. Mesmo depois de passar por um bom período preso como condenado que foi pelo STF, na Ação Penal 470, prepara a sua volta em grande estilo à vida pública, assumindo novamente a presidência de seu partido, o PTB. E concede com a sua língua sempre bem afiada uma entrevista que eu diria ser antológica ao “Estadão” (1/4). Jefferson afirma que Eduardo Cunha é o bandido que diz mais gostar, já que “foi o adversário mais à altura do Lula”, que “nunca esperou encontrar um bandido da mesma qualidade moral, intelectual que ele”. Ave Maria! Roberto Jefferson denuncia também um novo mensalão em curso pelos corredores do Congresso, como o desta janela aberta para a troca de partido, em que são oferecidos luvas a parlamentares no valor de R$ 600 mil até R$ 1 milhão, e mensalmente de R$ 30 mil a R$ 50 mil. E diz que o seu partido, PTB, assim foi assediado também nestes últimos dez dias...  Na realidade, se é para passar a limpo o País, com Jefferson teremos mais um aliado.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmaol.com

São Carlos

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ENTREVISTA COM ROBERTO JEFFERSON

Vamos e venhamos, como dizia um sábio causídico caipira, deixemos de nhém, nhém e vamos aos fatos. Roberto Jefferson os escancarou: “Ele (Eduardo Cunha) é o bandido que mais gosto”. Só nos resta gritar com o punho em riste: ladrão que rouba ladrão, mil anos de perdão.

José Antonio Garbino ja.garbino@gmail.com

Bauru

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TRISTE PÁTRIA EDUCADORA

Logo pela manhã, abro  o jornal de minha cidade e leio em letras garrafais que “em dois anos 5 mil deixaram de frequentar faculdades” por problemas financeiros. Triste pátria educadora a nossa.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@homal.com

Bauru

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‘DE QUEM É A CULPA?’

Que dizer sobre o artigo do almirante Mário César Flores (31/3, A2)? Que tamanha lucidez deprime? Que pensar sobre o futuro deste país? Minha psicóloga confidenciou-me que não está passando pela “crise econômica”, ao contrário, a crise está motivando a procura dos desafortunados brasileiros a procurarem ajuda psicoterapêutica. Desemprego, inflação, imoralidade e improbidade administrativas, insegurança quanto aos pagamentos de aposentadoria e pensões, o desemprego e a queda da demanda, inclusive no setor de prestação de serviços, até possibilidade de fim da estabilidade do servidor público concursado... Não bastam apenas estas causas para afetar o “animus” da população? Apenas registro que minha psicóloga não comemorou o acréscimo da procura de seus serviços. Lamentou. Como o almirante Flores, como todos nós.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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R$ 1 BILHÃO

Viram o estado do gramado do Estádio Mané Garrincha, em Brasília? Gastaram mais de R$ 1 bilhão na reforma e o gramado é digno de campo de várzea de equipe de quinta categoria. R$ 1 bilhão. O que não se poderia fazer em termos de melhoria no ensino, na saúde pública, no transporte do Distrito Federal com esse dinheiro?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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CICLOVIA INÚTIL

Há um ano foi instalada uma ciclovia na Rua Hugo Carotini (Inst. de Previdência), com cerca de 800 metros de extensão (inicia-se no Parque da Previdência e termina a 20 metros da esquina da Hugo Carotini com Domingos Barbieri). Uma ciclovia ABSOLUTAMENTE INÚTTIL, pois não é utilizada. Qual a finalidade? Façam suas conjecturas, nestes tempos de petrolão, Lava Jato, comissões, etc., etc. Quais benefícios? Nenhum, pois, como disse, não cumpre sua finalidade. Quais os prejuízos? Vários: 1) dificuldade para sair ou entrar nas garagens; 2) dificuldade para sair dos veículos, obrigados que são a estacionar no lado esquerdo da rua (a dita ciclovia utiliza uma faixa do lado direito); 3) dificuldade para atravessar a via, principalmente por idosos. Finalmente: Existiria alguma expectativa para um cidadão comum, de que esta reclamação gerasse um reestudo pelos órgãos competentes e, quem sabe, a eliminação desta ciclovia? Basta uma fiscalização isenta para que se comprove a reclamação.

Ruy Leite da Silva ruy.lsilva@terra.com.br

São Paulo

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SINALIZAÇÃO PRECÁRIA E MULTAS

Tomei uma multa, correta pela lei, na conversão à esquerda da Avenida Angélica para a Rua Cel. José Eusébio, que dá acesso à Rua Mato Grosso. A sinalização de solo é plenamente visível para quem vem subindo a Avenida Angélica, mas, dependendo do trânsito, pode não ser visível para quem vem da Rua Goiás, que foi o meu caso. Vindo pela Rua Goiás, que é uma subida, entra-se na Avenida Angélica com vários carros se acomodando, o que tira a atenção da sinalização de solo que indica a conversão para a Rua Cel. José Eusébio, só permitida para ônibus. Tadeu Leite, diretor de Planejamento da CET, deu uma entrevista na TV dizendo que as multas são justas porque toda a sinalização atende ao que está estabelecido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e aí é que está boa parte do problema. A aplicação rígida das normas estabelecidas pelo CTB para instalação de sinalização horizontal e vertical cria situações que a população chama, com todo direito, de pegadinhas, que a cada dia são mais frequentes. Infelizmente, recorrer é completa perda de tempo, o que é muito triste, porque é em cima de reclamações que deveriam ser feitas correções pertinentes para um trânsito mais seguro. Ouvindo se evita que a população afirme, com toda razão, que é uma indústria de multas.

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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MULTA DE TRÂNSITO E AS COINCIDÊNCIAS

Compartilho as palavras do sr. Alberto Barreto e do sr. Antonio Carlos Martins sobre multas recebidas por trafegar apenas 1 km/h a mais da velocidade permitida. O mais notável da eficácia dos radares é que sempre vem acompanhada de mais de uma multa, no mínimo são duas. A impressão que fica é de que os radares fazem aquele jogo de “encontre o par” ou mais. Só levando na brincadeira para encarar a trânsito caótico e as multas. Nós, motoristas, muitas vezes temos de ter uma visão de 360º para saber como dirigir e visualizar as “placas” que indicam velocidade permitida, ciclofaixa, faixa verde, faixa exclusiva de ônibus, obras do Metrô, obras de construção de “faixas” e assim vai... É preciso tornar viável a mobilidade urbana e acabar com a fábrica de arrecadação pública.

Paula Osato mpaulamkt05@outlook.com.br

Atibaia

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