Grã-Bretanha condena ameaça de greve durante Olimpíadas

O governo britânico, que pretende usar as Olimpíadas para mostrar o país como um lugar para visitar e fazer negócios, condenou como antipatriótica a ameaça de um sindicato de uma ação de greve durante os Jogos em Londres.

KEITH WEIR, REUTERS

29 de fevereiro de 2012 | 13h35

O líder do Unite, maior sindicato da Grã-Bretanha, disse que os trabalhadores devem considerar a ideia de atrapalhar os Jogos como um protesto contra os cortes de gastos públicos impostos pelo governo de coalizão liderado pelos Conservadores.

"É completamente inaceitável e antipatriótico, o que ele está sugerindo", disse o porta-voz do primeiro-ministro David Cameron a repórteres.

"O que queremos ver são todos se unindo para apoiar os Jogos Olímpicos. Os Jogos Olímpicos são uma grande oportunidade para este país para mostrar tudo o que é ótimo sobre a Grã-Bretanha."

Greves durante as Olimpíadas representam uma dor de cabeça para os organizadores que contam com transporte público para que os fãs cheguem aos locais dos jogos e prejudicariam a imagem da Grã-Bretanha no exterior.

O governo vê as Olimpíadas como uma oportunidade de ajudar a tirar a economia da crise. Foi lançada uma campanha publicitária internacional para impulsionar o turismo e o governo planeja uma série de cúpulas de negócios durante os Jogos cuja expectativa é de que gerem mais 1 bilhão de libras de receita para as empresas britânicas.

Cameron repetiu a condenação à greve, lendo trechos da entrevista do secretário-geral do Unite, Len McCluskey, ao jornal The Guardian, durante uma sessão semanal de perguntas e respostas no Parlamento.

Cameron também pediu ao Partido Trabalhista, de oposição, que pare de tomar dinheiro do Unite, um dos seus principais patrocinadores.

(Reportagem adicional de Matt Falloon e Michael Holden)

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