Iene fica na defensiva por abismo fiscal nos EUA; Nikkei sobe

Incertezas sobre se os legisladores norte-americanos conseguirão chegar a um acordo até o fim do ano para evitar uma grave crise fiscal minaram o iene e fortaleceram as ações japonesas nesta terça-feira, em um dia de baixo volume financeiro, com muitos agentes fora mercado devido ao feriado de Natal.

CHIKAKO MOGI, Reuters

25 Dezembro 2012 | 15h05

O dólar subiu à máxima de 20 meses de 84,965 ienes mais cedo nesta terça-feira, na medida em que os mercados japoneses responderam a investidores globais que reagiram a comentários do futuro primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, que elevou a pressão sobre o banco central do Japão.

Abe reiterou nesta terça-feira seus pedidos para que o Banco do Japão (BOJ) afrouxe drasticamente a política monetária por estabelecer meta de inflação de 2 por cento, e repetiu que quer domar o iene forte para ajudar a reativar a economia.

O iene tem estado sob pressão como resultado de expectativas de que o BOJ será compelido a adotar medidas mais drásticas de estímulo monetário no ano que vem.

A expectativa é de que o dólar continue firme nesta semana, na medida em que investidores repatriam dólares e o impasse fiscal nos EUA continua a limitar o apetite de investidores por ativos de risco.

"O dólar está sendo relativamente bem negociado, com todo o foco no abismo fiscal", disse Yuji Saito, diretor de câmbio no Crédit Agricole em Tóquio.

"As negociações podem adentrar o fim de semana, mas os mercados ainda esperam que um acordo seja alcançado até o próximo dia 31. É impensável que os EUA arrisquem dirigir seu crescimento econômico drasticamente para baixo por não chegarem a um acordo sobre como evitá-lo", acrescentou Saito.

O índice Nikkei retomou os negócios após um feriado de três dias com alta de 1,41 por cento, voltando ao patamar 10 mil pontos. A expectativa é de que o índice encontre suporte na medida em que o iene permaneça fraco.

O índice MSCI da região Ásia-Pacífico exceto Japão registrou, por sua vez, leve alta de 0,15 por cento, impulsionado por um avanço das ações em Xangai, com a maior parte das bolsas asiáticas fechada pelo feriado do Natal.

(Reportagem adicional de Ayai Tomisawa)

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