Lula vê crise financeira desaparecer aos poucos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que está vendo a crise internacional "desaparecer aos poucos" e demonstrou mais otimismo em relação à situação do Brasil em 2010.

REUTERS

17 Agosto 2009 | 09h50

Lula fez o comentário após dizer que existem duas "esperanças" contidas no programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida". Além de oferecer moradias à população, disse, o projeto garantirá empregos às pessoas com pouca qualificação profissional. O objetivo do governo é construir 1 milhão de residências.

"Se eu estava otimista no auge da crise (financeira internacional), imagina como é que eu estou otimista agora que estou vendo a crise desaparecer aos poucos e estou vendo um futuro muito importante para o Brasil em 2010", afirmou Lula em seu programa semanal de rádio, "Café com o Presidente".

A previsão do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 divulgada pelo Banco Central no mais recente relatório Focus passou para queda de 0,35 por cento de um declínio de 0,34 por cento. A estimativa para 2010 foi elevada, apontando um crescimento da economia de 3,80 por cento, ante alta de 3,60 por cento prevista na semana passada.

Lula também comentou os investimentos do governo em ferrovias, que, segundo ele, aumentarão a competitividade dos produtos brasileiros e trarão um grande desenvolvimento ao país.

Na última semana, Lula visitou as obras da ferrovia Norte-Sul no Estado de Goiás. Ele destacou que o projeto foi lançado em 1987, quando o presidente da República era o atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mas depois não foi considerado prioritário pelos governos seguintes.

Segundo ele, o governo pretende integrar a ferrovia Norte-Sul à ferrovia Leste-Oeste, o que resultaria em cerca de 3,7 mil quilômetros de linhas férreas ligando o país.

"Nós vamos dar ao Brasil, do ponto de vista de ferrovia, aquilo que nós deveríamos ter construído 20 ou 30 anos atrás, quando nós praticamente abandonamos as nossas ferrovias", disse.

(Por Ana Paula Paiva)

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