Mantega é contra uso do FGTS para capitalizar estatal

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que é contra o uso dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que os acionistas minoritários da Petrobrás possam participar do processo de capitalização da estatal.

Adriana Fernandes e Leonardo Goy, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

22 de outubro de 2009 | 00h00

O deputado João Maia (PR-RN), relator do projeto de lei que trata da capitalização da Petrobrás, informou, porém, que vai propor a liberação do uso do FGTS, medida que é defendida pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Durante audiência pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute o projeto de lei prevê a capitalização da estatal, Mantega avaliou que os acionistas minoritários da empresa "provavelmente não exercerão" plenamente o direito de acompanhar a capitalização da empresa. Dessa forma, disse ele, a União vai aumentar a participação que tem hoje na empresa.

"Eles (minoritários têm direito de exercer até 60% da operação desse aumento de capital. Terão 30 dias de prazo para decidir isso, mas provavelmente não exercerão porque é muito dinheiro", disse o ministro. Mantega assegurou ainda aos parlamentares que a capitalização é uma operação segura, sem risco de perdas para a União ou para a estatal petrolífera. O processo da capitalização deve durar 90 dias.

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