Milhares fogem após confronto entre tropas e rebeldes filipinos

Combates violentos entre soldados filipinos e um grupo de separatistas muçulmanos obrigou milhares de pessoas a fugirem de suas casas em uma ilha no sul do país, e criaram um novo problema para os estagnados diálogos de paz que buscam encerrar a insurgência.

REUTERS

19 Outubro 2011 | 10h05

Cerca de 30 pessoas morreram quando comandantes do Exército entraram em confronto com combatentes da Frente Moro Islâmica de Libertação (FMIL) próximo à cidade de al-Barka, na ilha de Basilan, na terça-feira. Os dois lados se acusaram mutuamente de romper uma trégua de sete anos.

O tenente-geral Arturo Ortiz, comandante do Exército, disse que seis dos soldados que eram tidos como desaparecido foram encontrados mortos, enquanto outro soldado sequestrado foi entregue às autoridades locais.

"Nossos números atuais são de 19 soldados mortos, 13 feridos e mais um desaparecido", disse Ortiz nesta quarta-feira, acrescentando que os rebeldes perderam nove combatentes e tinham um ferido.

Al Rasheed Sakalahul, o vice-governador da província de Basilan, disse que o envio de mais tropas, com o apoio de helicópteros e veículos armados, havia obrigado moradores a fugir de suas casas e fazendas.

"Eles têm medo de estar no meio do tiroteio se outro confronto ocorrer", disse Sakahul a jornalistas. Autoridades do governo disseram que quase 3.500 pessoas deixaram suas casas.

A FMIL tem negociado com o governo para encerrar mais de quatro décadas de conflitos que já mataram 120 mil pessoas, obrigaram a retirada de 2 milhões de pessoas e prejudicaram o crescimento nas áreas muçulmanas pobres, mas ricas em recursos naturais, no sul do país.

(Reportagem de Manny Mogato)

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