Morador convive com o problema há 40 anos

Há anos moradores da Rua Canuto do Val e vizinhanças, em Santa Cecília, na região central, não conseguem dormir. O motivo é o barulho produzido por cinco bares na rua. Na sexta-feira, protestaram silenciosamente vestidos de pijamas, camisolas e portando travesseiros na rua. "Há 14 anos moro aqui e o barulho só piora. É briga, gritaria e algazarra durante toda a noite e a madrugada", diz a farmacêutica Ana Carolina Amaral, de 26 anos. "Depois da lei antifumo piorou muito."

, O Estadao de S.Paulo

30 de novembro de 2009 | 00h00

Eduardo Cotrim, morador da Rua Fortunato, convive com o problema há 40 anos. Diz já ter ligado diversas vezes para o Psiu, sem sucesso. "Pouco antes de os fiscais passarem eles recolhem as mesinhas da calçada. A fiscalização vai embora e volta tudo", conta.

Um morador da Rua Dona Veridiana, que preferiu o anonimato, dorme à base de calmante. A via também fica próxima à Canuto do Val. Ele colocou janelas antirruído, que não deram resultado. Aposentado, está doente, faz radioterapia e quimioterapia.

O barulho produzido por bares na Praça Roosevelt, também na região central, motivo de discórdia há dois anos entre estabelecimentos e vizinhos, foi parar no Ministério Público. A queixa partiu do funcionário público José Benedito Gama, de 36 anos, morador há 12 anos do local. "A calçada é ocupada e a algazarra vara a madrugada", afirma. "Fico acordado até as 5 horas. Nos finais de semana e feriados é ainda pior. Cansei e resolvi buscar ajuda na Justiça."

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