Novos testes de laboratório podem reduzir uso de animais

Usando células, preferencialmente de origem humana, os testes laboratoriais poderão indicar o perigo de novas substâncias sem o recurso ao uso de cobaias

Agencia Estado

14 de junho de 2007 | 17h04

Testes de laboratório aperfeiçoados poderão acelerar o processo de avaliação da toxicidade de produtos químicos e reduzir a dependência de testes realizados em animais, diz uma análise divulgada nesta terça-feira, 12. O Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA disse que o aperfeiçoamento de métodos para testes em células e tecidos poderá levar a mudanças fundamentais na forma como se realizam os testes de toxicidade. Usando células, preferencialmente de origem humana, os testes laboratoriais poderão indicar o perigo das substâncias, como pesticidas, para seres humanos.Atualmente, produtos químicos costumam ser testados com a aplicação de doses em animais. Os resultados nem sempre são confiáveis ou têm aplicação direta na fisiologia humana.Além disso, o sistema atual pode ser demorado, enquanto que testes em células e linhagens de células podem ser feitos rapidamente, diz o conselho, que é parte da Academia Nacional de Ciências.O estudo, encomendado pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) recomenda que se preste atenção em novos metidos de teste que focalizam atividades celulares que, quando perturbadas, levam ao surgimento de doenças. Os chamados "ensaios de alto rendimento" podem testar centenas ou milhares de produtos químicos sob um amplo espectro de concentrações.Embora os testes em animais continuem a ser necessários, o uso das novas técnicas pode reduzir essa necessidade e, talvez, eliminá-la algum dia. Mas o relatório ressalva que ainda é preciso realizar muita pesquisa antes que o valor dos novos exames seja comprovado.

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