Perfil genético do tumor pode melhorar tratamento do câncer

Cientistas criaram um teste de perfil genético que poderá, no futuro, revelar quais pacientes de câncer de pulmão no estágios iniciais da doença têm maior risco de sofrer uma recaída e, portanto, teriam mais a ganhar ao fazer quimioterapia. Outra equipe de pesquisadores, trabalhando separadamente, descobriram que vários novos testes de perfil do câncer de mama têm precisão semelhante e deverão permitir que muitas mulheres escapem da quimioterapia. O exame de perfil do câncer de pulmão ainda requer testes, mas é uma "pesquisa que abre um novo campo", refinando anos de trabalho na busca de terapias personalizadas contra a doença, disse Len Lichtenfeld, médico-chefe associado da Sociedade Americana do Câncer. A precisão obtida até o momento - 80% - é "melhor do que já temos, mas menor do que gostaríamos", disse Lichtenfeld, que não tomou parte no estudo. Ambas as pesquisas estão publicadas na edição desta quinta-feira do New England Journal ofMedicine.Os padrões de tratamento do câncer existentes são relativamente grosseiros, levando em conta o tamanho do tumor, para onde se espalhou e outras características. Como resultado, muitas mulheres com câncer de mama nos estágios iniciais passam por quimioterapia, mesmo sabendo-se que a ampla maioria poderia sobreviver sem essa parte do tratamento.No caso do câncer de pulmão, ocorre o posto: embora 30% dos pacientes vá piorar e morrer, poucos recebem a quimioterapia, porque os médicos não sabem dizer quem se beneficiará do tratamento, que traz riscos por si só, danificando fígado, coração e outros órgãos.Os médicos esperam que um conhecimento maior sobre os genes por trás desses tumores leve a métodos para definir quem realmente precisa da quimioterapia. Os novos perfis genéticos do tumor podem levar a isso.

Agencia Estado,

09 de agosto de 2006 | 18h11

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