Plano não paga cirurgia e hospital liga para doente

Mais de um mês após ter o coração operado, Sidnei de Carvalho Leme, de 42 anos, foi surpreendido por uma ligação do hospital, informando que a operadora de saúde não pagou pelos custos da cirurgia - R$ 21 mil.

Fernanda Bassette, O Estado de S.Paulo

04 Junho 2011 | 00h00

No dia da operação, realizada em 20 de abril no Hospital Bandeirantes, Leme ainda era cliente da Serma, plano de saúde que faliu no mesmo mês e teve a carteira de beneficiários adquirida pela Greenline poucos dias depois da realização da cirurgia.

Débora Pinheiro Leme, mulher de Sidnei, diz que só foi informada da troca de operadora quando precisou marcar o retorno do marido ao médico que o acompanharia pós cirurgia.

Para ela, o hospital não deveria ter ligado para a casa do paciente. "Meu marido foi operado com autorização da Serma. Ele está recém-operado e ficou nervoso ao receber a ligação", diz, acrescentando que tem os boletos das mensalidades pagas.

O Hospital Bandeirantes informou que não está cobrando o cliente diretamente - apenas quer ajudá-lo a fazer contato com a Greenline, que, segundo o hospital, é a responsável.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirmou que a responsabilidade pelo pagamento é da Greenline, mesmo que o procedimento tenha sido autorizado e realizado antes da compra da carteira da Serma. Ainda segundo a ANS, caso o paciente seja demandado a pagar, ele deve denunciar à agência. A Greenline foi procurada, mas não respondeu às ligações.

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