Repressão da PM em SP faz apoio a protestos crescer

A Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo divulgou carta aberta ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ao prefeito Fernando Haddad (PT) na qual classifica a violência como "inadmissível" e critica a Rota. A ONG de Direitos Humanos Conectas disse que "denunciará o caso aos relatores da ONU".

BRUNO RIBEIRO, RODRIGO BURGARELLI, OCIMARA BALMANT, GIOVANA GIRARDI E ARTUR RODRIGUES, Agência Estado

15 de junho de 2013 | 09h04

A Rede Nossa São Paulo espera que o protesto sirva para melhorar o transporte público. "Estamos discutindo esse problema há anos, mas só o que vemos é a Prefeitura e o governo estadual gastando milhões em pontes e túneis para carros", diz o coordenador de Democracia Participativa da Rede, Maurício Piragino.

Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace, também vê uma oportunidade real de conseguir mudanças nos transportes. "A tarifa foi apenas o estopim de uma demanda reprimida, que é a necessidade de um transporte coletivo melhor."

No próximo ato, marcado para segunda-feira, 17, no Largo da Batata, além de criticar o aumento da passagem, os jovens também se posicionarão pelo direito de manifestação e contra a repressão policial. Até a noite de sexta-feira, 14, 122 mil internautas já haviam confirmado participação no protesto.

O comandante-geral da PM, coronel Benedito Roberto Meira, admitiu que não sabe "que dimensão e qual magnitude terá a próxima manifestação". Mas afirmou que manterá a Tropa de Choque como uma "reserva estratégica" para atuar no protesto.

Pro bono

Um grupo de advogados criou um movimento no Facebook para angariar profissionais que possam atuar, pro bono, para entrar com habeas corpus em favor de manifestantes presos nos protestos. Até as 20h desta sexta-feira, 14,, mais de 3 mil advogados e estudantes de Direito já haviam se colocado à disposição das ações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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