Reservas de xisto não podem ficar paradas, diz ANP

As reservas de gás de xisto no país são relevantes e não podem ficar paradas, disse nesta quinta-feira a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Magda Chambriard.

Reuters

17 de janeiro de 2013 | 11h49

A estimativa é que em dezembro ocorra o primeiro leilão exclusivo para a exploração do gás de xisto.

"Não podemos deixar gás em terra para trás e parado", disse ela.

As reservas já foram mapeadas e a bacia do Parnaíba deve ser incluída na rodada, a primeira dessa modalidade. "As extensões são tão grandes que não pode ser pouco volume de gás .... Parnaíba está mais desenvolvida (a análise) e as demais estão mais virgens", disse Magda.

Ela revelou que estudos preliminares apontam que o potencial de gás de xisto no Brasil poderia chegar a 500 trilhões de metros cúbicos (TCF).

"Isso é muita coisa, gás para chuchu...mais que o pré sal, se for verdade", disse ela a jornalistas em evento da Transpetro, no Rio de Janeiro.

Segundo ela, volumes expressivos tornarão o produto "competitivo e viável".

Magda confirmou que outras duas rodadas voltadas para óleo e gás convencional serão realizadas em maio e novembro.

"A margem equatorial africana virou uma sensação, e como há similaridade a procura vai ser muito boa", afirmou ela.

A executiva prevê também que a partir de abril jáa será possível elevar o percentual de álcool na gasolina de 20 por cento para 25 por cento. "As indicações da safra de cana são positivas", finalizou.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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