Serra critica 'obesidade' da máquina pública federal

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, defendeu nesta terça-feira a redução dos gastos do Executivo com o custeio da máquina pública.

REUTERS

25 de maio de 2010 | 13h48

Perguntado por um representante do empresariado em sabatina na Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ex-governador de São Paulo advogou melhoria na gestão como forma de aumentar os recursos para investimentos de interesse da população.

"Na área federal, a obesidade dá até gosto. Puxa vida, como dá para aumentar a eficiência", destacou, arrancando aplausos da plateia.

Principal candidato da oposição, Serra disse também que o Banco Central deve se integrar à política do governo porque as taxas de juros e câmbio devem "ter um alinhamento melhor" no país.

"Não posso ter um ministro da Fazenda em disputa com o presidente do Banco Central e vice versa. Não há governo que funcione bem assim", afirmou o tucano, que responsabilizou a política macroeconômica pela redução da importância da indústria no Produto Interno Bruto (PIB).

Serra também prometeu acabar com a cobrança de PIS/Cofins na construção da infraestrutura de saneamento.

As pré-candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) também participam do evento.

A posição do governo é de que as contratações são necessárias e se dirigem às áreas de saúde, educação, relações exteriores, segurança e fiscalização.

(Reportagem de Fernando Exman)

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