SP define prioridades ambientais para próximos 20 anos

Dois anos após a lei municipal de mudanças climáticas ser sancionada, a Prefeitura de São Paulo divulgou hoje as diretrizes para ações de mitigação e adaptação ao aquecimento global. O documento lista uma série de medidas e tendências que a capital paulista promete adotar nos próximos anos, conforme exige a Lei 14.933, sancionada em junho de 2009. "Esse plano organiza nossas ações e projetos para o futuro, definindo prioridades para os próximos 20 anos", explicou hoje o prefeito Gilberto Kassab, durante a Cúpula C40, reunião de metrópoles para discutir as mudanças climáticas.

CIRCE BONATELLI, Agência Estado

01 Junho 2011 | 18h49

A prioridade das ações recai sobre o setor de transportes, responsável pela maior parte das emissões de gases causadores do efeito estufa em São Paulo. Segundo o documento, a capital paulista deverá priorizar o uso do transporte público e coletivo e fortalecer o uso de combustíveis limpos. O secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, citou como exemplo de ações já praticadas os primeiros ônibus movidos a etanol, que começaram a circular na capital paulista na semana passada, e a substituição gradual do diesel no transporte público - São Paulo tem a meta de reduzir o uso do diesel no setor em 10% ao ano até 2018.

O plano também define prioridades para outras quatro áreas (energia, construção, uso do solo e manejo do lixo), além de ações para educação da população e o suporte de instrumentos econômicos para os projetos. Pelo documento, a prefeitura se compromete, por exemplo, a estudar formas de pagamento por serviços ambientais prestados pela preservação de recursos naturais e a viabilidade de criação de incentivos fiscais para a utilização de fontes de energia renovável.

A definição das diretrizes é resultado da colaboração dos grupos de trabalho ligados ao Comitê Municipal de Mudanças do Clima e Ecoeconomia, órgão colegiado criado em 2010 para implementar a política municipal de mudanças climáticas.

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