Borbulhas que não saem da moda

Borbulhas que não saem da moda

Publicado por: Marcel Miwa Publicado: 22/01/2024 11:08 Visitas: 211 Comentários: 0

Em uma recente pesquisa do mercado italiano de produtos com certificação de denominação de origem, o Prosecco é a DOP de vinhos mais valiosa da Itália. Segundos os institutos ISMEA e Qualivita, em 2022 o Prosecco DOC alcançou a marca inédita de 1,145 bilhão de euros em vendas (valor na origem), com o maior crescimento acumulado desde o ano anterior (+ 29,1%), entre os principais alimentos e bebidas produzidos na bota.

No pacote total o Prosecco está na terceira posição desse ranking, com outros dois grandes conhecido dos brasileiros ocupando as posições mais altas do pódio: o queijo Grana Padano (1,73 bilhão de euros) em primeiro, e seu irmão mais nobre, o Parmigiano Reggiano (1,72 bilhão de euros), na segunda posição. Os dados de 2023 ainda não foram consolidados, mas nos nove primeiros meses, as exportações de Prosecco DOC pelo mundo (cerca de 80% da produção anual) superaram os números de 2022. A Itália é o país europeu com maior número de denominações de origem na Europa, com 583 produtos registrados até 2023.

Entre os maiores sucessos, o espumante italiano mais que triplicou as vendas no Estados Unidos, Reino Unido e França (sim, na terra do Champagne também) na última década. No leste europeu o crescimento acumulado na década passa os 900%. O Brasil é o 7º entre os maiores importadores de Prosecco (no geral, incluindo todas as denominações de origem de Prosecco) e chegou a ser o 5º nesta lista no final da década de 2010.

O sucesso do espumante italiano pode ser atribuído a sua leveza, dada pelo seu caráter frutado, com pouco aporte do estágio com as leveduras; além do baixo teor alcoólico. Outro fator associado à explosão do Prosecco no mercado brasileiro se deu pelas mãos (e sede) da babá Cida Santos, no reality show BBB 4. O Prosecco era um objeto de desejo da participante que se tornou vitoriosa desta edição, sempre comemorando, claro, com algumas garrafas da bebida. O sucesso foi tanto que no Brasil boa parte dos consumidores se refere a qualquer bebida com borbulhas como Prosecco.


A ex-BBB Cida Santos e o sucesso do Prosecco no Brasil

O movimento seguinte foi um aumento na área de cultivo da principal variedade do Prosecco em terras brasileiras, nomeada glera, e versões inspiradas no produto italiano até hoje fazem grande sucesso no catálogo de muitas vinícolas nacionais. Entretanto desde 2009, com a elevação das IGs de Prosecco à DOP (denominação de origem) na Itália, os espumantes produzidos em outras zonas pelo mundo não podem ostentar o nome Prosecco no rótulo, tal qual ocorre com Champagne.

A D.O. de Prosecco está na interseção de duas regiões, o Veneto e o Friuli, no nordeste italiano. Pela lei 85% da composição deve levar a variedade Glera, com o (farto) rendimento mínimo de 18 hectolitros por hectare.

Além da delimitação geográfica e das variedades das uvas, o método de espumantização deve se dar em autoclaves (em tanques de inox; método Charmat) pelo tempo mínimo de 60 dias para concluir o ciclo da segunda fermentação. Desde 2021 às regras da Prosecco DOC foi incorporada a previsão do Prosecco Rosé, feito com a mesma glera, mas recebendo a companhia entre 10-15% da pinot noir.

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