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Restaurantes e Bares

Bairro da Liberdade, em São Paulo, continua sendo templo de restaurantes japoneses

Do lámen ao sushi: Liberdade continua tendo opções para todos os gostos, em casas geralmente escondidas, charmosas e apertadas

Em um prato branco, vemos um frango xadrez com bastante molho de cor amarronzada, pimentões vermelhos e verdes, cebolas e amendoins. Foto: TABA BENEDICTO / ESTADAOFoto: TABA BENEDICTO / ESTADAO

Encontrar um restaurante na Liberdade é como encontrar uma agulha no palheiro. Afinal, ao contrário de outros bairros, os restaurantes da região se amontoam e se escondem em prédios, pequenos espaços e portinhas, como é tradicional no Japão. Não é tão fácil achar um dos melhores restaurantes japoneses e, às vezes, até causam desconfiança. Por isso, é preciso pesquisar muito para saber o que quer -- e, sobretudo, não se frustrar no caminho.

A seguir, confira opções dos melhores restaurantes na Liberdade, que vão desde os botecos japoneses, chamados de izakayas, até restaurantes mais tradicionais para comer sushi, sashimi, lámen e afins. Tudo para você saber onde comer bem e viajar sem sair de São Paulo através da boa comida japonesa.

Mugui

É subindo um lance de escadas, em um pequeno prédio escondido na Liberdade, que você chega nesse refúgio da gastronomia japonesa: o Mugui. O restaurante é simples, de clima bastante familiar, mas com uma comida que dá água na boca só de pensar -- e esqueça os sushis, a casa é focada principalmente nos pratos quentes. É bastante comum ouvir as mesas ao lado pedindo os tradicionais gyozas (R$ 28, suíno ou bovino), mas não saio de lá sem pedir o tempurá (R$ 90, grande). As massas – lamen, udon, sobá – são as que mais saem (entre R$ 40 e R$ 56), mas também vale a pena ir contra a maré e pedir as refeições no estilo teishoku, com arroz, uma conserva e uma cumbuca de missoshiro (R$ 50, em média). São bem servidas e saborosas. Outra boa opção experimentar o chá quente da casa em dias frios.

Onde: R. da Glória, 111, sala 11 (1º andar). 3106-8260. 11h30/14h30 e 19h/22h (fecha dom.).

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Tempurá do restaurante Mugui Foto: TABA BENEDICTO

Izakaya Issa

A casa de Dona Margarida e, é claro, a proprietária se tornaram ícones do bairro da Liberdade -- e, aos poucos, de São Paulo. Ela é uma figura cativante, que conversa animadamente com a clientela fiel, como nos melhores restaurantes de bairro. Os petiscos que fazem sucesso são o takoyaki, que consiste em bolinhos de polvo com katsuobushi e raspas de peixe bonito, além de outras delícias preparadas na cozinha. Também vale a pena experimentar o takoyaki (R$ 42), o okonomiyaki (R$ 42), uma espécie de fritada de cará e ovo, além da gyoza no vapor e o otoshi, que é uma entrada do dia que sempre inclui conservas. E atenção: e a visita for para apenas duas pessoas, é indicado sentar-se no balcão, enquanto os tatames são destinados para grupos. Assim fica tudo organizado e todo mundo pode desfrutar tranquilamente uma boa comida japonesa.

Onde: R. Barão de Iguape, 89, Liberdade, 3208-8819. 11h/14h30 e 18h30/23h (sáb. e dom., 11h/15h e 18h/22h).

Kintaro

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Desde 1993, um pequeno bar japonês tem a tradição de acomodar seus clientes no apertado balcão, um ao lado do outro para servir o melhor da gastronomia japonesa. É o Kintaro, uma das almas gastronômicas do bairro da Liberdade. Apesar da simplicidade do local, é muito comum encontrar clientes bem-vestidos em busca dos petiscos orientais preparados com cuidado por dona Líria. Dê uma olhada na vitrine para ver as opções do dia, com chances de encontrar a berinjela no missô, o vinagrete de frutos do mar ou a sardinha marinada. O oniguiri recheado com umeboshi (ameixa japonesa em conserva) também é uma escolha acertada.

Onde: R. Thomaz Gonzaga, 57. 15h/22h (sáb. 12h/21h; fecha dom.a ter.).

Vitrine de delícias orientais do restaurante Kintaro  Foto: TABA BENEDICTO / ESTADAO

Sushi Kenzo

Se tem um restaurante que é parada obrigatória para os fãs de sushi é o Kenzo, ali na movimentada Thomaz Gonzaga. Durante a semana, uma boa pedida é o combinado executivo, que sai por R$ 85 e inclui 12 peças (são sete sashimis, quatro niguiris e um hossomaki, cortado em seis partes) com enorme variedade e frescor -- com peixes comprados diariamente pelo proprietário, como deve ser. Tem ainda combinado de sushi, com sete peças, e de sashimi, com 15 peças. Todos saem pelo mesmo valor. Quando estiver com mais tempo, e dinheiro no bolso, vá de omakase: sai por R$ 380.

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Onde: R. Thomaz Gonzaga, 45, F, Liberdade. 3132-3666. 11h30/14h30 e 18h30/21h30 (sáb. e dom, 12h/15h e 18h30/21h30).

Takô

É atrás de uma portinha discreta, sem muito ornamento ou aviso do que você vai encontrar ali, que está o Takô. Este restaurante, que fica na Rua da Glória, traz duas opções para os amntes da comida japonesa: o à la carte e o festival. No último caso, o sistema funciona como um rodízio: você paga R$ 94 na opção sem sashimi, ou R$ 144 com sashimi à vontade, e come o que quiser. No menu de opções, sashimis de salmão, atum e peixe branco do dia, temakis, yakisoba e afins. Tudo muito fresco. Já no cardápio à la carte, além das pedidas óbvias, vale a pena conhecer a bentô box da casa: são bem servidas e saborosas. Vale a pena a de anchova grelhada (R$ 47) e a de salmão no missô grelhado (R$ 63). Vá com fome.

Onde: R. da Glória, 746, Liberdade. 3209-0134. 11h30/00h (seg., 17h/00h).

Kidoairaku

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Se tem um restaurante que mudou com o tempo é o Kidoairaku. Antes, a casa ficava em um lugar apertado e que deixava as opções do dia em folhas de papel grudadas na parede. Hoje, o Kidoairaku está mais moderno, com um espaço arejado, mas que mantém a qualidade da comida japonesa ao longo de seus 35 anos de história -- e, é claro, preços bem mais altos por conta da mudança de ares do restaurante. É deliciosa a berinjela grelhada no missô (R$ 90), assim como o katsu curry (R$ 96), que combina lombo suíno empanado, gohan e molho curry. O yakizakana (anchova grelhada; R$ 90) é de comer rezando. A casa ainda tem boas opções de saquês, assim como cervejas pra acompanhar.

Onde: R. São Joaquim, 381, sala 10. 3132-6083. 11h/14h e 18h/20h (sex. e sáb. 11h/14h30 e 18h/20h; fecha dom.).

Restaurante Kidoairaku serve delícias do Japão Foto: TABA BENEDICTO

Tampopo

Okonomiyaki. O nome é difícil, mas nada mais é do que uma panqueca japonesa frita super bem servida e que vale por uma refeição completa. É, também, o prato-chefe do Tampopo, um restaurante típico da Liberdade, em funcionamento desde 2015, é uma opção interessante para quem quer ir além do sashimi e do sushi. A panqueca, por exemplo, tem versões com bacon (R$ 45), frango (R$ 51), e carne de porco (R$ 45). Todas elas são com base de repolho e acompanham crispy de tempurá, maionese, cebolinha e molho da casa.

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Onde: R. da Glória, 224, Liberdade. 11h/21h30 (dom., 11h/15h30).

Sato

Quer saber onde comer um PF mais ousado e diferentão? Então vá no Sato, da Liberdade. A casa, bem simples e sem nenhuma enrolação, serve desde pratos tipicamente brasileiros (feijoada, R$ 48, é de comer rezando) até aqueles com inspiração asiática, como o elogiadíssimo lombo no missô acebolado (R$ 42,50). Quem gosta de empanados bem preparados também vai ficar feliz com o milanesa (R$ 30) e o filé de frango milanesa com gengibre (R$ 37,50).

Onde: R. Galvão Bueno, 268, Liberdade. 3208-8504. Seg. a sáb., 10h30/15h30.

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Deigo

A casa traz pratos clássicos da região de Okinawa, no sul do Japão -- terra dos proprietários do Deigo. Por lá, é possível encontrar muitas opções de porco, como a costelinha no missô e o joelho ensopado. São pratos demoram um pouco para ficarem prontos, então é importante ir sem pressa. O aguemen yakisoba é outra opção deliciosa, que inclui macarrão frito com legumes e molho. Comece com a porção de daimyomaki, que é um sushi enrolado em alga recheado com omelete, shissô e postas de peixe - é um dos pratos mais populares do restaurante. É possível fazer um pedido por telefone e buscar no local.

Onde: Pça. Almeida Júnior, 25, Liberdade. 3207-0317. 18h/23h (fecha dom.)

Restaurante Deigo serve comida japonesa típica de Okinawa  Foto: JB NETO / AE

Espaço Kazu

É um complexo gastronômico que oferece um ambiente espaçoso e confortável e que tem um cardápio diverso, com Teppan Yakis, Teishokus, Domburis e outros pratos que remetem à culinária tradicional japonesa. Apesar de ser amplo por dentro, é concorrido e, como quase tudo na Liberdade, tem grandes filas -- o jeito é chegar bem cedo. A massa do Sobá, que é um macarrão à base de trigo sarraceno, é importada do Japão e dá para sentir a diferença de sabor para outras genéricas -- e os bowls não são tão caros, saindo R$ 45 o simples ou R$ 58, na versão com carne bovina. Vale a pena também pedir o Takoyaki, que são bolinhos de polvo fritos (R$ 40) ou o delicioso espetinho de frango com molho agridoce.

Onde: R. Thomaz Gonzaga, 84/90, Liberdade. 3208-6177. 11h/15h30 e 18h/22h30.

Aska Lámen

O Aska é um típico ramen-ya japonês. Para comer rápido, bem e barato. Chegue cedo, vá sozinho (ou com mais uma pessoa, no máximo), sente no balcão. O lámen vem com a massa feita na casa, cozida no ponto. Vale a pena experimentar o shiô lámen, à base de sal – e que vem com os acompanhamentos tradicionais (R$ 27). No entanto, aquele aviso de sempre: vá com calma e sem pressa, já que a fila é imensa e pode levar um bom tempo.

Onde: R. Galvão Bueno, 466, Liberdade, 3277-9682. 11h/14h e 18h/21h (fecha 2ª e no último domingo do mês).

Brazil Lámen

Nos fundos de uma galeria no número 158 da tua Barão de Iguape, na Liberdade, opera o Brazil Lámen, comandado por Michihiko Shindo. O estabelecimento pitoresco decorado com luzes de natal e uma faixa escrito “lámen” em ideogramas japoneses abriga o que hoje é um dos lámens mais cobiçados de São Paulo, mas o “pulo do gato” é a periodicidade do serviço. Shin abre a casa somente três vezes na semana e serve entre 40 e 50 pratos por serviço. O macarrão vem imerso no caldo quente, e com toppings como lombo de porco, broto de feijão, cogumelos e cebolinhas silvestres. A versão vegana do prato vem acompanhada de cebolas fatiadas finas, tomates, cogumelos e até mesmo feijões. Cada refeição sai a R$ 50 e o dono só aceita cédulas.

Onde: R. Barão de Iguape 158, Liberdade. Dias e horários divulgados semanalmente na @brazilamen. / COLABOROU BEATRIZ OLIVETTI

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