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Opinião|O empreendedorismo alicerçado na ciência e da tecnologia

Enorme desafio da transição do laboratório das universidades para a comercialização revela a oportunidade de investir em um empreendedorismo pautado por inovação, ciência e tecnologia

Atualização:

Há um tesouro nacional ainda pouco explorado, que tem por origem a possibilidade de unir mercado e desenvolvimento científico-tecnológico. O enorme desafio da transição do laboratório das universidades para a comercialização revela a oportunidade de investir em um empreendedorismo pautado por inovação, ciência e tecnologia. Esse, aliás, é o mote do Sebrae for Startups, a maior iniciativa nacional de apoio a startups e ambientes de inovação. Conduzido pelo Sebrae São Paulo, a ação implementou - entre 2020 e 2021 -, 13 programas e atendeu a mais de 500 startups em mais de 120 municípios do Estado.

 

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Um ponto a destacar do Sebrae for Startups é que reúne mais de 50 parceiros - envolvidos na missão de rodar programas para atender a demandas distintas dos empreendedores - que estão conectados com a missão de apoiar os empreendedores e empreendedoras que atuam com soluções de base científica e tecnológica. Também apoiam negócios pautados pela tríade ciência, engenharia e design para a resolução de problemas. E, aqui, acredito estar também o impacto social e ambiental de muitos dos negócios apoiados. Entre os parceiros, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e Wylinka.

Dando um pouco de contexto, concentrando cerca de 4 mil das 13.969 startups do país, o Estado de São Paulo emprega quase 100 mil pessoas, de acordo com dados do Distrito. Metade desses negócios nasceram nos últimos seis anos e têm crescido de maneira consistente, alimentando uma revolução tecnológica na economia paulista. O cenário tem sido promissor e a demanda é por fomentar a expansão da indústria tecnológica, fortalecendo as vocações regionais para que cada cidade se torne referência em mercados distintos. Ou seja, para além da capital paulista, reconhecer que há muita vida empreendedora nos diferentes territórios e cidades.

Com a ampliação dessa nova economia regional e o fortalecimento dos Parques Tecnológicos, as cidades do interior do Estado geraram mais de mil startups nos últimos anos. Michel Porcino, head do Sebrae for Startups, destaca que Piracicaba, por exemplo, têm produzido inovações de ponta para a agroindústria; Sorocaba, investe em soluções para a indústria 4.0; em Santos, sobressaem-se as soluções portuárias e marítimas; São Carlos é um arcabouço de inovação com os mesmos índices de empreendedorismo tecnológico de Israel;  e Barretos, tornou-se um polo relevante de health techs. Para além dessas regiões há, ainda, Campinas, Barueri, Botucatu, São José dos Campos, São Carlos e Taubaté que são hubs de inovação em consolidação, indicando que podem impulsionar a expansão no número de empresas de vanguarda tecnológica no Estado.

Essa movimentação do Sebrae for Startup está fortalecendo o ecossistema de inovação do Estado; no primeiro ano de implementação, 3.262 negócios foram impactados, sendo 2.855 com acesso a crédito. Entre os setores mais desenvolvidos pelas soluções apoiadas, agronegócios, health tech, biossegurança, indústria 4.0, biotechs, mobilidade, energia e sustentabilidade. Espero, nas próximas colunas, ter a oportunidade de falar um pouco sobre os negócios e a visão de que a tecnologia e a ciência são os combustíveis para os negócios que mudam o mundo. Incluindo, os negócios de impacto!

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Opinião por Maure Pessanha
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